F Ildokerigma.com: setembro 2010
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Irmãos esse blog foi criado para vivenciarmos a cada dia ou a cada acesso uma visão de deus em nossas vidas e em nosso coração, por que kerygma ? Porque kerygma e uma palavra de origem grega que quer dizer ,primeiro anuncio de Jesus vivo ;morto e ressuscitado,também significa.proclamar ,gritar ,anunciar Jesus as pessoas ,principalmente quem ainda não ouviu falar de Jesus, como já disse kerygma e o primeiro anuncio de Jesus cristo,as pessoas, levar as pessoas a encontrarem Jesus em suas vidas. Amados irmãos nos tempos de hoje são muitos os desafios para anunciar o kerygma as pessoas. Muito mais do que ha. 2000 anos atrás ,porque a modernidade tem levado as pessoas a uma vida descartável e pratica no sentido de ser o mais e simples e rápido possível, portanto amados e amadas em cristo aqui vc vai encontrar uma escada q vai ti ajudar a chegar a Jesus em teu dia dia,degraus q iras semanalmente subir em tua vida espiritual deus te abençoe

"Aqui o falar em línguas não assume o caráter de oração, mas de uma mensagem em línguas, dirigida à assembléia e não a Deus..."

Em nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, sou o Assistente Espiritual do Conselho Nacional da Renovação Carismática Católica, um dos mais significativos Movimentos Eclesiais existentes em nosso tempo. Algumas interrogações me foram feitas por Dom Rafael Llano Cifuentes, Bispo de Nova Friburgo-RJ, proporcionando-me levar ao Conselho Permanente da CNBB alguns esclarecimentos, que podem servir a tantos irmãos e irmãos da RCC ou que desejam conhecê-la mais de perto. Eis o texto escrito que apresentei à 58ª Reunião do Conselho Permanente da CNBB:

Esclarecimentos sobre alguns pontos da RCC

Foi-me pedido para fazer uma breve comunicação a respeito de alguns pontos sobre a Renovação Carismática Católica. Escolhi dois caminhos, sendo o primeiro uma consulta feita aos coordenadores nacionais da RCC, aos quais encaminhei as perguntas feitas, com respostas que me foram apresentadas por Reinaldo Beserra, do Escritório Nacional da RCC e membro do Conselho Internacional da RCC – (ICCRS).

Tais respostas correspondem e são plenamente assumidas por mim, por corresponderem ao que penso e às orientações que costumo oferecer à RCC. Em seguida, desejo apresentar algumas propostas.

I – Esclarecimentos solicitados pelo CONSEP, a pedido de Dom Rafael:

1. “Benefícios” da oração em línguas: Os carismas, sejam extraordinários ou humildes, são graças do Espírito Santo que têm, direta ou indiretamente, uma utilidade eclesial, ordenados como são à edificação da Igreja, ao bem dos homens e às necessidades do mundo.” Carismas são “manifestações do Espírito para proveito comum”. São dons úteis, instrumentos de ação, para servir à comunidade.

Conceituação:

a) “É um dom de oração cujo valor, enquanto ‘linguagem de louvor’, não depende do fato de que um lingüista possa ou não identificá-lo como linguagem no sentido corrente do termo”. É uma linguagem a-conceitual, que se “assemelha” às línguas conceituais. Não supõe absolutamente um estado de “transe” para praticá-la, não corresponde a um estado “extático”, e nem a uma exagerada emoção, permanecendo aquele que a pratica no total domínio de si mesmo e de suas emoções, pois o Espírito Santo jamais se apossa de alguém de modo a anular-lhe a personalidade.

b) É um dom que leva os fiéis a glorificar a Deus em uma linguagem não convencional, inspirada pelo Espírito Santo. É uma forma de louvar a Deus e uma real maneira de se falar e se entreter com ele. Quando o homem está de tal maneira repleto do amor de Deus que a própria língua e as demais formas comuns de se expressar se revelam como que insuficientes, dá plena liberdade à inspiração do Espírito, de modo a “falar uma língua” que só Deus entende.

2. O “falar em línguas”, consignado nas Escrituras comporta três modalidades:

a) a oração em línguas, de caráter usualmente particular, pessoal, e que portanto não requer interpretação . Embora de caráter pessoal , ela pode ser exercitada também de modo coletivo, o que acontece nas assembléias onde todos exercem o “dom particular de orar em línguas”, ao mesmo tempo; obviamente, não supõe interpretação. No entanto, Deus – que ouve a oração que milhares de fiéis lhe dirigem concomitantemente de todos os cantos da Terra – por certo entende. Vale a intenção que está em nosso coração.

b) Essa oração também pode ser expressa em modalidade de canto, uma oração com uma melodia que não foi pré-estabelecida. Também essa modalidade não requer interpretação. A diferença em relação à modalidade anterior, é que aqui se trata de orar em línguas, mas num ritmo não falado, de expressão e cadência musical, de notas que se sucedem improvisadamente, numa modulação lírica com que se celebra as maravilhas de Deus. São cânticos que brotam geralmente nos momentos de louvor e adoração da assembléia, do grupo de oração, e que pouco tem em comum com os cânticos eclesiásticos tradicionais, ou também com os cantos de “composição artística” . Santo Agostinho, comentando as palavras do Salmo “Cantai ao Senhor um Cântico novo”, adverte que o cântico novo não é coisa “de homens velhos”. “Aprendem-no os homens novos, renovados da velhice por meio da graça, pertencentes ao Novo Testamento, que já é o Reino dos Céus. Por ele manifestamos todo o nosso amor e lhe cantamos um canto novo. Quando podes oferecer-lhe tamanha competência que não desagrade a ouvidos tão apurados?... Não busques palavras, como se pudesses dar forma a um canto que agrade a Deus. Canta com júbilo! Que significa cantar com júbilo? Entender sem poder explicar com palavras o que se canta com o coração. Se não podes dizer com tuas palavras, tampouco podes calar-te. Então, resta-te cantar com júbilo, se modo que te entregues a uma alegria sem palavras e a alegria se dilate no júbilo” .

c) Uma terceira modalidade do dom das línguas é aquela de uso essencialmente público, que quando é acompanhado do seu complemento, o dom da interpretação, tem como seu propósito a edificação dos fiéis e a convicção dos descrentes . Aqui o falar em línguas não assume o caráter de oração, mas de uma mensagem em línguas, dirigida à assembléia e não a Deus, como é o caso da oração, e que portanto requer o exercício do outro dom apontado por Paulo, o dom da interpretação. O Espírito dá a alguém a inspiração de “falar em línguas” em alta voz. Suas palavras contém uma mensagem espiritual para um ou mais ouvintes. A mensagem permanece incompreensível, enquanto não for interpretada . A mensagem interpretada assume, regularmente, as características de uma profecia carismática, que, segundo S. Paulo , edifica, exorta e consola a assembléia. Autores há que, em vista de maior clareza, dão outro nome a esta forma de falar em línguas. Chamam-na de “mensagem em línguas”, ou ainda de “profecia em línguas”. Em oposição ao “falar em línguas” durante a oração, este dom não está livremente à disposição da pessoa. Exige-se uma inspiração peculiar. Muitas vezes, ela está acompanhada de outra inspiração, a saber, num dos ouvintes que então “interpreta” a mensagem e a traduz em linguagem comum, para a comunidade. O dom de “falar mensagem em línguas” é um dom transitório manifestado vez ou outra nas reuniões de oração; e o Senhor pode servir-se ora deste, ora daquele, enquanto que o dom da interpretação geralmente é considerado permanente; é dom que pode ser pedido na oração.

3. Quando se deve orar em línguas? Só em atos próprios da RCC? Na TV para todos? Pode ser utilizada durante a Santa Missa, como parece ter acontecido na Oração dos fiéis nas missas de TV?

a) Sendo um dom do Espírito e um dom de oração, ele deveria ser permitido onde sempre é permitido orar. Nos atos próprios da RCC, o Documento 53, n. 25 da CNBB, já o levou em consideração.

b) Se a TV está transmitindo um ato próprio da RCC, não é possível “encenar” um comportamento que anule a identidade do Movimento. O exercício do carisma de orar em línguas é parte constitutiva da RCC. De nossa parte – os “carismáticos” – não temos de que nos envergonhar dessa prática, e nem temos nada a esconder. Somos assim. nossos Grupos de Oração estão sempre com as portas abertas, e qualquer um pode conferir lá o que somos e o que praticamos.

c) Na Santa Missa: Se são missas celebradas em atos específicos da RCC, parece-nos que sim, desde que se exercite essa oração nos momentos ditados pelo bom senso e pela orientação do celebrante, de modo respeitoso, profundamente oracional, não exibitório, especialmente como glorificação a Deus, como expressão de contrição, como petição, e como ação de graças.

d) A RCC tem clara consciência de que a Igreja, durante muito tempo, não se abriu à essa forma de se exercitar os carismas. Por isso ela sabe que, esse reavivamento de perfil pentecostal que se colocou em marcha no último século – especialmente a partir de Helena Guerra, que motivou Leão XIII a escrever uma Encíclica sobre o Espírito Santo, passando por João XXIII, que pediu um novo Pentecostes para a Igreja e a “renovação dos sinais e prodígios da aurora da Igreja”, bem como pelo Concílio Vaticano II, onde Deus, providencialmente, lançou as bases e os fundamentos que tornaram possível o surgimento e a fundamentação do Movimento Pentecostal Católico , até João Paulo II, com sua Dominum et Vivificantem, e a inspirada exortação pronunciada na celebração de Pentecostes de 29 de maio de 2004, que dizia: “Desejo que a espiritualidade de Pentecostes se difunda na Igreja como um impulso renovado de oração, santidade, comunhão e anúncio. [...] Abram-se com docilidade aos dons do Espírito Santo! Recebam com gratidão e obediência os carismas que o Espírito não cessa de oferecer!” – precisa ser acolhido com abertura de espírito e destemor, mas também com bom senso, com humildade, com respeito pelas diferentes opções de engajamento na pastoral orgânica da Igreja, em absoluta adesão à doutrina da Igreja Católica, não escandalizando por falta de decoro litúrgico ou religioso, dentro da ordem, mas também não deixando de ser fiel à vocação que Deus nos faz, de, nesses tempos, contribuir para “revelar à Igreja aquilo que já lhe é próprio: sua dimensão carismática”.

e) No rito do Sacramento da Crisma, ao final da Oração dos fiéis, o Bispo reza: “Ó Deus, que destes o Espírito Santo a vossos apóstolos e quisestes que eles e seus sucessores o transmitissem aos outros fiéis, ouvi com bondade a nossa oração e derramai nos corações de vossos filhos e filhas os dons que distribuístes outrora no início da pregação apostólica”.

f) É de se esperar que, recebendo tais dons, possamos exercitá-los, pois “da aceitação desses carismas, mesmo dos mais simples, nasce em favor de cada um dos fiéis o direito e o dever de exerce-los para o bem dos homens e a edificação da Igreja e do mundo, na liberdade do Espírito Santo, que “sopra onde quer” e ao mesmo tempo na comunhão com os irmãos em Cristo, sobretudo com seus pastores, a quem cabe julgar sobre a autenticidade e o uso dos carismas dentro da ordem, não por certo para extinguirem o Espírito, mas para provarem tudo e reterem o que é bom”.
g) “Na lógica da originária doação donde derivam, os dons do Espírito Santo exigem que todos aqueles que os receberam os exerçam para o crescimento de toda a Igreja, como no-lo recorda o Concílio”.

4 – Repouso no Espírito: O Documento 53, no número 65, aborda o tema e diz a respeito: “Em Assembléia, grupos de oração, retiros e outros reuniões evite-se a prática do assim chamado “repouso no Espírito”. Essa prática exige maior aprofundamento, estudo e discernimento”.

a) O Cardeal Suenens, que escreveu muito sobre a RCC e a apoiou, foi muito cauteloso em relação à prática do repouso no Espírito, recomendando reserva.

b) Pe. Robert De Grandis foi quem muito a divulgou aqui pelo Brasil e tem um livro sobre o assunto.

c) Pe. Antonello, da Arquidiocese de S. Paulo, pratica-o com bastante freqüência e também escreveu sobre o assunto.

d) Não há fundamentação bíblica consistente sobre ele, embora sua prática remonte aos grupos qualificados de entusiastas, especialmente nos grupos de reavivamento nos Estados Unidos entre os séculos XVII e XIX.

e) “O Espírito Santo, ao confiar à Igreja-Comunhão os diversos ministérios, enriquece-a com outros dons especiais, chamados carismas. Podem assumir as mais variadas formas, tanto como expressão da liberdade absoluta do Espírito que os distribui, como em resposta às múltiplas exigências da história da Igreja” . Em muitas ocasiões – especialmente quando praticado em atendimentos pessoais, em clima de oração – , de modo especial em atendimentos de oração por cura interior, essas manifestações se revelam perceptivelmente legítimas, sem componentes de perfil patológico, gerando em quem a experimenta profunda paz e bem estar, com conseqüente reavivamento ou novo compromisso, com os compromissos relativos à fé. Pe. Isaac Isaias Valle, por exemplo, de Porto Feliz, na Arquidiocese de Sorocaba, sacerdote muito estudioso e preparado doutrinariamente, atende as pessoas utilizando-se dessa prática.

f) Em muitas ocasiões – especialmente em grandes encontros – há um visível descontrole emocional da parte de muitos nos quais se manifesta tal fenômeno, chegando-se mesmo a identificáveis casos de histeria, seja por desequilíbrio de cunho psicológico. Como diz João Paulo II, “na verdade, a ação do Espírito Santo, que sopra onde quer, nem sempre é fácil de se descobrir e de se aceitar. Sabemos que Deus atua em todos os fiéis cristãos e estamos conscientes dos benefícios que provém dos carismas, tanto para os indivíduos como para toda a comunidade cristã. Todavia, também temos consciência da força do pecado e as confusões na vida dos fiéis e da comunidade.”

g) Assim, não é oportuno incentivar tal prática. Mas há vezes em que, sem que ninguém estimule, ocorre tal manifestação. Então, surge a oportunidade para cumprir o que determina o Documento 53, buscando aprofundar o entendimento sobre a matéria, pela observação com um estudo do caso, até perguntando à pessoa como é que ela está se sentindo, se aquilo lhe gerou paz, se o seu é um histórico sem comprometimentos outros, etc, para chegar a um discernimento sobre as características que possam nos ajudar a identificar a legitimidade do repouso.

5 – Sobre as inspirações particulares: Em geral a liderança da RCC tem tido bastante bom senso no exercício dessas chamadas inspirações, ou moções. Junto com os dons da Palavra de Ciência e a Palavra de Sabedoria, a RCC se esmera em fazer uso do Dom do Discernimento Carismático. Podem ocorrer exageros e afoitas condutas? Claro que sim. Mas a realidade dos fatos logo “traz para a terra” aqueles espíritos mais atabalhoados, e que agem por impulsos meramente humanos, e de maneira até irresponsável. Na observância dos resultados práticos e dos frutos produzidos por tais inspirações é que a RCC busca aprender a deixar-se conduzir pelo Espírito, que – segundo a Apostolicam Actuositatem – distribui também aos leigos dons e carismas para capacitá-los a anunciar o Reino, com poder . É possível encontrar-se falsas moedas. Mas não vamos, com elas, jogar fora as legítimas, as verdadeiras. Em 2003, o Pontifício Conselho para os Leigos convidou a RCC a dar sua contribuição no Colóquio Internacional sobre a Oração para pedir de Deus a cura, realizado em Roma, sob os auspícios daquele Conselho, reconhecendo nela essa prudência.

II – Propostas:

a) Ao acompanhar a RCC, percebo que existe seriedade, busca de maior conhecimento teológico em suas lideranças e docilidade. Sugiro que a Comissão Episcopal de Doutrina promova um estudo sobre os Carismas e as práticas da RCC,com seus representantes. Pode até surgir uma nova e mais atualizada orientação pastoral.
b) Sugiro que os senhores bispos verifiquem em suas Dioceses os eventuais problemas, proporcionando uma orientação segura, através de um assistente diocesano que possa acompanhar de perto.
c) Nos Congressos Estaduais da RCC, seria muito oportuno que o Bispo do local em que o mesmo se realiza se fizesse presente com a apresentação de um tema de formação. Penso que “adotando a criança”, poderemos orientar melhor e os membros da RCC não se sentirão marginalizados, mas membros vivos das Igrejas particulares.

Dom Alberto Taveira Corrêa
Bispo de Palmas - TO

Esta celebração se atribui a um povo que habitava nas Inglaterra: os celtas. Esta festa tinha como objetivo principal celebrar os mortos.
O halloween tem uma origem pagã. Esta celebração se atribui a um povo que habitava nas Inglaterra: os celtas. Esta festa tinha como objetivo principal celebrar os mortos. Acreditavam que na noite do dia 31 de outubro, o deus da morte permitia aos mortos voltar a terra para criar um ambiente de terror. A invasão dos romanos (46 a.C) às ilhas britânicas deu como resultado a mistura dos costumes da cultura celta com os usos e costumes da Europa. Esta influência foi diminuindo com a pregação do evangelho, e desapareceu totalmente no final do II século do cristianismo.

Esta comemoração voltou aos poucos como uma festa para as crianças usarem fantasias de bruxas ou outros personagens maus. Para ganhar simpatia juntou-se o costume de distribuir doces. Pôr trás de algo aparentemente inofensivo existe toda uma trama para voltar a crenças pagãs.


Muitos grupos satanistas e ocultistas usam o dia 31 de outubro como a sua data mais importante. Chamam a este dia de ”Festival da morte”, e é reconhecido pôr todos os satanistas, ocultistas e adoradores do diabo como véspera do ano novo da bruxaria.


Anton LaVey, autor da ” Bíblia satânica ” e sumo sacerdote da igreja de satanás, diz que o dia mais importante para os seguidores o maligno é o halloween. LaVey diz que nesta noite os poderes satânicos ocultos e de bruxaria estão no seu nível de potência mais alto, e qualquer bruxo ou ocultista encontrará mais êxito no dia 31de outubro, porque satanás e seus poderes estão em seu ponto mais alto nesta noite. Estes seguidores do príncipe da mentira asseguram que durante a noite do halloween, os anjos decaídos, assim como toda a classe de espíritos malignos percorrem o mundo inteiro.


Também é um fato registrado e documentado que na noite do dia 31 de outubro na Irlanda, Estados Unidos e outros países se realizam missas negras, cultos espíritas e outras reuniões relacionadas com o mal e o ocultismo.


Estas poucas informações servem para mostrar o lado negativo do halloween. A mensagem de amor, paz, caridade e esperança de Jesus Cristo é completamente contrária às imagens sangrentas, que retratam bruxas, mortos saindo de túmulos, vampiros e outros monstros. Halloween é na verdade uma celebração da maldade.


“Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas.” (2Tm 4,3-4)

Por Pe Alberto Gambarini

Halloween significa "All hallow's eve", palavra que provém do inglês antigo, e que significa "véspera de todos os santos"


1. Significado
2. Origens
3. Abóbora, guloseimas, disfarces...
4. Festividade de todos os Santos
5. Cultura e negócio do terror
6. Pensando a partir da fé
7. Sugestões para os pais de família
8. Idéias criativas de como dar as crianças um ensino positivo nestas data

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1. Significado

Halloween significa "All hallow's eve", palavra que provém do inglês antigo, e que significa "véspera de todos os santos", já que se refere de noite de 31 de outubro, véspera da Festa de Todos os Santos. Entretanto, o antigo costume anglo-saxão lhe roubou seu estrito sentido religioso para celebrar em seu lugar a noite do terror, das bruxas e dos fantasmas. Halloween marca um triste retorno ao antigo paganismo, tendência que se propagou também entre os povos espanos.

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2. Origens

A celebração do Halloween se iniciou com os celtas, antigos habitantes da Europa Oriental, Ocidental e parte da Ásia Menor. Entre eles habitavam os druidas, sacerdotes pagãos adoradores das árvores, especialmente do carvalho. Eles acreditavam na imortalidade da alma, a qual diziam se introduzia em outro indivíduo ao abandonar o corpo; mas em 31 de outubro voltava para seu antigo lar a pedir comida a seus moradores, que estavam obrigados a fazer provisão para ela. O ano celta concluía nesta data que coincide com o outono, cuja característica principal é a queda das folhas. Para eles significava o fim da morte ou iniciação de uma nova vida. Este ensino se propagou através dos anos junto com a adoração a seu deus o "senhor da morte", ou "Samagin", a quem neste mesmo dia invocavam para lhe consultar sobre o futuro, saúde, prosperidade, morte, entre outros. Quando os povos celtas se cristianizaram, não todos renunciaram aos costumes pagãos. Quer dizer, a conversão não foi completa. A coincidência cronológica da festa pagã com a festa cristã de Todos os Santos e a dos defuntos, que é o dia seguinte, fizeram com que se mesclasse. Em vez de recordar os bons exemplos dos santos e orar pelos antepassados, enchia-se de medo diante das antigas superstições sobre a morte e os defuntos. Alguns imigrantes irlandeses introduziram Halloween nos Estados Unidos aonde chegou a ser parte do folclore popular. Acrescentaram-lhe diversos elementos pagãos tirados dos diferentes grupos de imigrantes até chegar a incluir a crença em bruxas, fantasmas, duendes, drácula e monstros de toda espécie. Daí propagou-se por todo mundo. Em 31 de outubro de noite, nos países de cultura anglo-saxã ou de herança celta, celebra-se a véspera da festa de Todos os Santos, com toda uma cenografia que antes recordava aos mortos, logo com a chegada do Cristianismo às almas do Purgatório, e que agora se converteram em uma salada mental em que não faltam crenças em bruxas, fantasmas e coisas similares. Em troca, nos países de cultura mediterrânea, a lembrança dos defuntos e a atenção à morte se centram em 2 de novembro, o dia seguinte à celebração da ressurreição e a alegria do paraíso que espera à comunidade cristã, uma família de "Santos" como a entendia São Pablo. Diversas tradições se unem, mesclam-se e se influem mutuamente neste começo de novembro nas culturas dos países ocidentais. Na Ásia e África, o culto aos antepassados e aos mortos tem fortes raízes, mas não está tão ligado a uma data concreta como em nossa cultura.

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3. Abóbora, guloseimas, disfarces...

A abóbora foi acrescentada depois e tem sua origem nos países escandinavos e em seguida retornou a Europa e ao resto da América graças à colonização cultural de seus meios de comunicação e os séries e filmes importados. Nos últimos anos, começa a fazer furor entre os adolescentes mediterrâneos e latino-americanos que esquecem suas próprias e ricas tradições para adotar a oca abóbora iluminada. No Hallowe'em (do All hallow's eve), literalmente a Véspera de Todos os Santos, a lenda anglo-saxã diz que é fácil ver bruxas e fantasmas. Os meninos se disfarçam e vão -com uma vela introduzida em uma abóbora esvaziada em que se fazem incisões para formar uma caveira- de casa em casa. Quando se abre à porta gritam: "trick or treat" (doces ou travessuras) para indicar que gastarão uma brincadeira a quem não os de uma espécie de propina em guloseimas ou dinheiro. Uma antiga lenda irlandesa narra que a abóbora iluminada seria a cara de um tal Jack Ou'Lantern que, na noite de Todos os Santos, convidou o diabo a beber em sua casa, fingindo um bom cristão. Como era um homem dissoluto, acabou no inferno. Com a chegada do cristianismo, enquanto nos países anglo-saxões tomava forma a procissão dos meninos disfarçados pedindo de porta em porta com a luminária em forma de caveira, nos mediterrâneos se estendiam outros costumes ligados a 1º e 2 de novembro. Em muitos povos espanhóis existe uma tradição de ir de porta em porta tocando, cantando e pedindo dinheiro para as "almas do Purgatório". Hoje em dia, embora menos que antigamente, seguem-se visitando os cemitérios, arrumam-se os túmulos com flores, recorda-se os familiares defuntos e se reza por eles; nas casas se falava da família, de todos os vivos e dos que tinham passado a outra vida e se consumiam doces especiais, que perduram para a ocasião, como na Espanha os pastéis redondos de vento ou os ossos de santo. Enquanto isso, do outro lado do oceano e ao sul dos Estados Unidos, a tradição católica levada por espanhóis e portugueses se mesclava de acordo com cada país americano, mescla dos ritos locais pré-coloniais e com folclore do lugar. Certamente na Galicia se unem duas tradições: a celta e a católica, por isso é esta a região da Espanha em que mais perdura a tradição da lembrança dos mortos, das almas do Purgatório, muito unidas ao folclore local, e as lendas sobre aparições e fantasmas. Em toda a Espanha perdura um costume sacrossanto que se introduziu nos hábitos culturais: a de representar nesta data alguma peça de teatro ligada ao mito de Dom Juan Tenorio. Foi precisamente este personagem, "o gozador de Sevilha ou o convidado de pedra", criado pelo frade mercedário e dramaturgo espanhol Tirso de Molina, que se atreveu a ir ao cemitério, nesta noite, para conjurar as almas de quem havia sido vítimas de sua espada ou de sua possessividade egoísta. Em todas estas representações ritos e lembranças resiste um desejo inconsciente, pagão, de exorcizar o medo à morte, subtraindo a sua angústia. O mito antigo do retorno dos mortos converteu-se hoje em fantasmas ou dráculas com efeitos especiais nos filmes de terror.

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4. Festividade de todos os Santos

Entretanto, para os crentes é a festa de todos os Santos a que verdadeiramente tem relevância e reflete a fé no futuro para quem espera e vivem segundo o Evangelho pregado por Jesus. O respeito aos restos mortais de quem morreu na fé e sua lembrança, inscreve-se na veneração de quem fora "templos do Espírito Santo". Como assegura Bruno Forte, professor da Faculdade teológica de Nápoles, ao contrário de quem não acredita na dignidade pessoal e desvalorizam a vida presente acreditando em futuras reencarnações, o cristão tem "uma visão nas antípodas" já que "o valor da pessoa humana é absoluto". É alheio também ao dualismo herdeiro de Platão que separa o corpo e a alma. "Este dualismo e o conseguinte desprezo do corpo e da sexualidade não forma parte do Novo Testamento onde a pessoa depois da morte segue vivendo, pois é amada por Deus". Deus, acrescenta o teólogo, "não tem necessidade dos ossos e de um pouco de pó para nos fazer ressuscitar. Quero destacar que em uma época de "pensamento débil" em que se afirma que tudo cai sempre em um nada, é significativo afirmar a dignidade do fragmento que é cada vida humana e seu destino eterno". A festa de Todos os Fiéis Defuntos foi instituída por São Odilon, monge beneditino e quinto Abade de Cluny na França em 31 de outubro do ano 998. Ao cumprir o milenário desta festividade, o Papa João Paulo II recordou que "São Odilon desejou exortar a seus monges a rezar de modo especial pelos defuntos. A partir do Abade de Cluny começou a estender o costume de interceder solenemente pelos defuntos, e chegou a converter-se no que São Odilon chamou de Festa dos Mortos, prática ainda hoje em vigor na Igreja universal". "Ao rezar pelos mortos -diz o Santo Padre-, a Igreja contempla sobre tudo o mistério da Ressurreição de Cristo que por sua Cruz nos dá a salvação e a vida eterna. A Igreja espera na salvação eterna de todos seus filhos e de todos os homens". Depois de destacar a importância das orações pelos defuntos, o Pontífice afirma que as "orações de intercessão e de súplica que a Igreja não cessa de dirigir a Deus têm um grande valor. O Senhor sempre se comove pelas súplicas de seus filhos, porque é Deus de vivos. A Igreja acredita que as almas do purgatório "são ajudadas pela intercessão dos fiéis, e sobre tudo, pelo sacrifício proporcionado no altar", assim como "pela caridade e outras obras de piedade". Por essa razão, o Papa pede aos católicos "para rezar com ardor pelos defuntos, por suas famílias e por todos nossos irmãos e irmãs que faleceram, para que recebam a remissão das penas devidas a seus pecados e escutem o chamado do Senhor".

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5. Cultura e negócio do terror

Uma cultura de consumo que propícia e aproveita as oportunidades para fazer negócios, sem importar como. Hollywood contribuiu à difusão do Halloween com uma série de filmes nas quais a violência gráfica e os assassinatos criam no espectador um estado mórbido de angústia e ansiedade. Estes filmes são vistos por adultos e crianças, criando nestes últimos, medo e uma idéia errônea da realidade. O Halloween hoje é, sobre tudo, um grande negócio. Máscaras, disfarces, doces, maquiagem e demais artigos necessários são um motor mais que suficiente para que alguns empresários fomentem o "consumo do terror". Busca-se, além disso, favorecer a imitação dos costumes norte-americanos por considerar-se que isto está bem porque este país é “superior”.

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6. Pensando a partir da fé

Uma proposta de temas para considerar atentamente nossa fé católica e a atitude que devemos tomar ante o halloween. Diante de todos estes elementos que compõem hoje o Halloween, vale a pena refletir e fazer as seguintes perguntas: É que, contanto que se divirtam, podemos aceitar que as crianças ao visitar as casas dos vizinhos, exijam doces em troca de não lhes fazer algum dano (danificar muros, quebrar ovos nas portas, etc.)? Com relação à conduta dos demais pode ser lido o critério de Nosso Senhor Jesus Cristo em Lc 6,31. Que experiência (moral ou religiosa) fica na criança que para "se divertir" usando disfarces de diabos, bruxas, mortos, monstros, vampiros e demais personagens relacionados principalmente com o mal e o ocultismo, sobre tudo quando a televisão e o cinema identificam estes disfarces com personagens contrários à moral sã, à fé e aos valores do Evangelho.? Vejamos o que diz Nosso Senhor Jesus Cristo do mal e o mau em Mt 7,17. Mt 6,13. A Palavra de Deus nos fala disto também em 1ª Pe 3, 8-12. Como podemos justificar como pais de uma família cristã a nossos filhos, que o dia do Halloween façam mal às propriedades alheias? Não seríamos totalmente incoerentes com a educação que viemos propondo na qual se deve respeitar a outros e que as travessuras ou maldades não são boas? Não seria isto aceitar que, pelo menos, uma vez ao ano se pode fazer o mal ao próximo? O que nos ensina Nosso Senhor Jesus Cristo sobre o próximo? Leiamos Mt 22, 37-40 Com os disfarces e a identificação que existe com os personagens do cinema... Não estamos promovendo na consciência dos pequenos o mal e o demônio são apenas fantasias, um mundo irreal que nada tem que ver com nossas vidas e que, portanto não nos afetam? A Palavra de Deus afirma a existência do diabo, do inimigo de Deus em Tia 4,7 1ª Pe 5,18 Ef 6,11 Lc 4,2 Lc 25, 41 Que experiência religiosa ou moral fica depois da festa de halloween? Não é Halloween outra forma de relativismo religioso com a qual vamos permitindo que nossa fé e nossa vida cristãs se vejam debilitadas? Se aceitarmos todas estas idéias e tomamos palavras levianas em "altares de diversão de crianças". O que diremos aos jovens (a quem durante sua infância lhes permitimos brincar o Halloween) quando forem aos bruxos, feiticeiros, médiuns, e os que lêem as cartas e todas essas atividades contrárias ao que nos ensina a Bíblia? É que nós, como cristãos, mensageiros da paz, o amor, a justiça, portadores da luz para o mundo, podemos nos identificar com uma atividade aonde todos seus elementos falam de temor, injustiça, medo e escuridão? Sobre o tema da paz podemos ler Fil 4,9 Gál 5,22. Ver o que diz Jesus sobre isto em Mt 5,14 Jo 8,12 Se formos sinceros conosco mesmos e procurarmos sermos fiéis aos valores da Igreja Católica, chegaremos à conclusão de que o halloween não tem nada que ver com nossa lembrança cristã dos Fiéis Defuntos, e que todas suas conotações são nocivas e contrárias aos princípios elementares de nossa fé.

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7. Sugestões para os pais de família

Como lhe dar aos filhos um ensino autêntico da fé católica nestas datas? Como fazer que se divirtam com um propósito verdadeiramente católico e cristão? O que podemos ensinar às crianças sobre esta festa? Ante a realidade que alaga nosso meio e que é promovida sem medida pelo consumismo nos perguntamos o que fazer? Fechar os olhos para não ver a realidade? Procurar boas desculpas para justificar sua presença e não dar maior importância a esta "brincadeira"? Devemos proibir a nossos filhos de participar do halloween enquanto que seus vizinhos e amigos se "divertem"? Seriam capazes as crianças de entender todos os perigos que correm e por que de nossa negação a participar disto? A resposta não é simples, entretanto acreditam que sim há algumas coisas que podemos fazer: O primeiro é organizar uma catequese com os meninos nos dias anteriores ao halloween, com o propósito de ensinar o por que da festividade católica de Todos os Santos e os Fiéis Defuntos, fazendo ver a importância de celebrar nossos Santos, como modelos da fé, como verdadeiros seguidores de Cristo. Nas catequeses e atividades prévias a estas datas, é boa idéia que nossos filhos convidem a seus amigos, para que se atenue o impacto de rechaço social e seus companheiros entendam por que não participam da mesma forma que todo mundo. Devemos lhes explicar de maneira simples e clara, mas firme, quão negativo há no Halloween e a maneira em que se festeja. É necessário lhes explicar que Deus quer que sejamos bons e que não nos identifiquemos nem com as bruxas nem com os monstros, pois nós somos filhos de Deus. Propomos aos pais de família uma opção para seus filhos, pois certamente as crianças irão querer sair com seus amigos na noite do Halloween: As crianças podem disfarçar-se de anjos e preparar pequenas bolsas com doces, presentes ou cartões com mensagens e passar de casa em casa, e em lugar de fazer o "doces ou travessuras" ou de pedir doces, dar de presente aos lares que visitem e que expliquem que entregam doces porque a Igreja Católica terá muito em breve uma festa muito importante em que se celebra a todos aqueles que foram como nós deveríamos ser: os Santos. Embora esta mudança não será simples para as crianças, é necessário viver coerentemente com nossa fé, e não permitir que os menores tomem como algo natural a conotação negativa do halloween. Com valor e sentido cristão, os católicos podem dar a estas datas, o significado que têm no marco de nossa fé.

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8. Idéias criativas de como dar as crianças um ensino positivo nestas datas

Chilenos trocam “Halloween” por festa positiva SANTIAGO, 28 Out. 03 (ACI).-Com o fim de trocar os conteúdos de morte e terror promovidos na festa do Halloween, numerosas instituições e famílias chilenas estão impulsionando uma campanha para estabelecer em 31 de outubro como a “Festa da Primavera”, aonde os principais disfarces são de anjos, Santos e princesas, em vez dos terríveis modelos da celebração de origem celta e popularizada pelos Estados Unidos. Alguns colégios, organizações comerciais e até supermercados da capital se somaram à campanha. “Há um público consumidor que está de acordo com o formato da festa, mas outro que está olhando o que acontece procurando ter algo em que seus filhos participem. Então vimos uma massa que precisava ter uma nova festa e lançamos outros produtos”, explicou o gerente de vendas de Arcor-Dois em Um, Jorge Borselli. Dita empresa lançou no ano passado a linha de balas “Fadas e magos”; junto com a empresa de guloseimas Ambrosoli, que incorporou também nesta temporada sua linha “Magic” associada à bondade, a sabedoria e a valentia.
Do mesmo modo, diversas companhias de disfarces estão modificando sua oferta para atender os requerimentos desta nova celebração. A sócia de Duende Azul –com locais na zona oriente e centro de Santiago–, Belén Aleu, afirmou que “a demanda foi mudando nos últimos dez anos. Antes pediam apenas coisas de terror. Agora levam trajes de princesas, anjos ou damas antigas”.
Por outro lado, os supermercados da capital estão se somando a este “Halloween branco” trocando sua decoração para a festividade. “Agora é uma festa à chilena, já não só com a conotação de festa de bruxas”, explicou o gerente de marketing do Jumbo, Francisco Guzmán.

Festa de Todos os Santos

"Convidamos a todos a participarem de uma alegre celebração 31 de Outubro do 2003".
• Há dois anos, uma simples apresentação como esta, distribuída por correio, iniciou uma mudança radical em nossa sociedade: resgatar o sentido original da véspera de Todos os Santos.
• Esta iniciativa teve uma grande acolhida; adultos, jovens e crianças celebraram esta festa em forma positiva, entretida, sã e alegre e mais de acordo com nossos costumes e valores.
• A cada ano somos mais, por isso os convidamos a somar-se a esta iniciativa.
• Neste ano de consolidação queremos chegar a todos os cantos, celebrando massivamente “A Festa de Todos os Santos”.

Estratégia

• Mais que combater a forma em que hoje se celebra “Halloween”, que nada tem que ver com nossos costumes e valores; queremos retomar o sentido original desta data e celebrar a “Festa de Todos os Santos”.
• Manteremos os elementos bons e positivos; celebrar, disfarçar-se e compartilhar, mas propomos trocar os negativos:
- Morte e escuridão, ....por vida,
- Terror e medo, .....por alegria,
- Violência, .....por paz e amor,
- Sustos e chantagem, ......por respeito e entrega.
• Propomos uma celebração ampla a qual todos se somem alegremente independente de sua proximidade com a religião.
• Desta maneira formaremos valores positivos nas crianças já que aprenderão a dar parte de si para obter seus objetivos, a respeitar e não amedrontar e que por sobre tudo devem prevalecer a vida, o amor, a paz e a alegria.

Planejamento

Celebraremos a festa de “Todos os Santos”.
As crianças e jovens sairão à rua a compartilhar com seus vizinhos em um são ambiente de amizade. As crianças:
• Disfarçar-se-ão de algo positivo como palhaço, flor, santo, princesa, bichinho, etc..
• Sairão às ruas acompanhados de algum adulto ou jovem responsável, para pedirem doces.
• Só tocarão a campainha nas casas que tenham globos ou fitas de cor branca em suas portas ou grades, aceitando assim participar desta celebração. Aos outros simplesmente não lhes incomodará.
• Para receber os doces os meninos deverão entregar algo em troca.
• Ao que entreguem lhe chamaremos “graça” e pode ser um desenho, uma poesia, uma oração, uma flor, um santo, um cartão ou algo feito por eles em sua aula de Religião ou de Arte.

Os jovens

• Acompanharão as crianças nesta celebração sendo modelo e exemplo para eles, quer dizer celebrando em forma positiva para semear paz, amor e alegria.
• Se quiserem organizar alguma festa ou celebração, pedimos que façam “Festas Brancas” onde todos se vistam dessa cor e o passem muito bem em um ambiente positivo e alegre.
O que lhes pedimos?
• Distribuam esta apresentação a todas as pessoas que possam.
• Que comentem esta iniciativa com sua família, amigos e conhecidos.
• Que a façam chegar às empresas que estejam interessadas nesta festa, aos meios de comunicação e a quem possa apoiá-la.
• Proponham em Colégios, Jardins Infantis e Igrejas, que a festa se aborde de maneira positiva e construtiva.
• Apóiem e acompanhem a seus filhos nesta celebração, assim estaremos educando-os nos valores que esta festa nos convida a celebrar.
SE TODOS INCENTIVARMOS ESTA IDÉIA, CADA DIA SEREMOS MAIS OS QUE CELEBRAREMOS COM ALEGRIA “A FESTA DE TODOS OS SANTOS”.

Mais informação no site: www.todoslossantos.cl
O Episcopado francês ilustra as festas de Todos os Santos e dos Defuntos


Em meio as campanhas publicitárias de promoção da festa de Halloween, a Conferência Episcopal da França publicou um comunicado para explicar o sentido das festas de Todos os Santos e do dia dos Defuntos.

"Com o passar do ano, a Igreja católica celebra os Santos que canonizou oficialmente e que apresenta como modelos e testemunhas exemplares da fé", recorda o texto.

Com a festa de 1º de novembro, dia de Todos os Santos, a Igreja deseja "honrar aos Santos "anônimos" --muito mais numerosos-- que com freqüência viveram na discrição a serviço de Deus e de seus contemporâneos". Neste sentido, esclarece o documento, é a festa de "todos os batizados, pois cada um está chamado por Deus à santidade". Constitui, portanto, um convite a "experimentar a alegria daqueles que puseram a Cristo no centro de sua vida".

Em 2 de novembro, dia de oração pelos defuntos, explicam os prelados franceses, propõe uma prática que começou com os primeiros cristãos.

A idéia de convocar uma jornada especial de oração pelos defuntos, continuação de Todos os Santos, surgiu antes do século X, seguem explicando.

"Em 1º de novembro, os católicos celebram na alegria a festa de Todos os Santos; no dia seguinte, rezam de maneira mais general por todos os que morreram", afirmam.

Deste modo, a Igreja quer dar a entender que "a morte é uma realidade que se pode e que terá que assumir, pois constitui o passo no seguimento de Cristo ressuscitado".

Isto explica as flores com que nestes dias se adornam os túmulos, "sinal de vida e de esperança", concluem os prelados.

"Holywins" uma proposta criativa da Diocese de Paris


Na cruzada de ser criativo para em 31 de outubro, véspera do Dia de todos os Santos, www.holywins.org conta como se organizam na Diocese de Paris !

A iniciativa, batizada com o nome do Holy wins" ("a santidade ganha") --trocadilho contraposto ao Halloween-- foi lançada pela arquidiocese de Paris.

No 2002, vários centenas de jovens na missão nas ruas de Paris, mais de 8000 pessoas ao concerto da Praça St-Sulpice, com uma ampla cobertura nos meios.

Para 2003: Com o êxito da primeira edição, os jovens irão outra vez pelas ruas em 31 de outubro. Sua motivação? “ Testemunhe sua esperança e a sua fé na Ressurreição”.

(...) Em uma sociedade que tende a evitar a questão da morte, a festa do Halloween tem o mérito de nos questionar sobre este tema, mas só faz referência aos rituais mórbidos e macabros. Por este motivo os jovens de Paris querem aproveitar o êxito do Halloween para testemunhar sua fé e a esperança cristã diante da morte na vigília da festa de Todos os Santos (1º de novembro) e dos Defuntos, dos que se faz memória ao dia seguinte.


Parte desta informação é cortesia do Lic. Eduardo R. Cattaneo
Editor Responsável por: ESCOLA VIRTUAL PARA PAIS
Mendoza, Argentina

Deus não aceita ser o segundo na nossa vida, Ele exige ser o primeiro, porque para Ele cada um de nós é o primeiro.

É impressionante notar como Deus sempre exigiu do povo escolhido, consagrado a Iahweh (Dt 7,6; 14,2.21), a observância das Suas Leis, para que este povo fosse sempre feliz e abençoado. O Antigo Testamento mostra isso.

É no livro do Deuteronômio (Segunda Lei) que essa exigência é mais explícita. Ao povo libertado da escravidão do Egito, Deus manda através de Moisés:

“Observareis os mandamentos de Iahweh vosso Deus tais como vo-los prescrevo” (Dt 4,2).

“Iahweh é o único Deus… Observa os seus estatutos e seus mandamentos que eu hoje te ordeno, para que tudo corra bem a ti e aos teus filhos depois de ti, para que prolongues teus dias sobre a terra que Iahweh teu Deus te dará, para todo o sempre” (Dt 14,40).

É interessante notar também como Deus tem um grande ciúme do seu povo, e não aceita que este deixe de cumprir suas Leis para adorar os deuses pagãos.

“Eu, Iahweh teu Deus, sou um Deus ciumento...” (Dt 5,9).

O Apóstolo São Tiago, lembra-nos esse ciúme de Deus por cada um de nós, ao dizer que:

“Sois amados até ao ciúme pelo Espírito que habita em vós” (Tg 4,5).

Deus não aceita ser o segundo na nossa vida, Ele exige ser o primeiro, porque para Ele cada um de nós é o primeiro. Ele demonstrou isto de maneira clara com o aniquilamento de Jesus por cada um de nós. É por isso que o Primeiro mandamento diz:

“Amar a Deus sobre todas as coisas”; isto é, “amarás a Iahweh teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua força” (Dt 6,4).

Esse amor a Iahweh se manifesta exatamente na obediência aos mandamentos:

“Andareis em todo o caminho que Iahweh vosso Deus vos ordenou, para que vivais, sendo felizes e prolongando os vossos dias na terra que ides conquistar” (Dt 5,33).

E Deus manda que os seus mandamentos sejam observados pelos filhos e gravados profundamente no coração:

“Que essas palavras que hoje te ordeno estejam em teu coração! Tú as inculcurás a teus filhos, e deles falarás sentado em tua casa e andando em teu caminho, deitado e de pé. Tu as atarás à tua mão como um sinal, e serão como um frontal ante os teus olhos; tu as escreverás nos umbrais da tua casa, e nas tuas portas” (Dt 6,6s).

São palavras muito fortes que mostram-nos, com clareza, que sem a observância dos Mandamentos ninguém será feliz sobre a terra. Basta olhar toda a miséria do nosso mundo, todas as suas lágrimas e dores, e será fácil constatar porque tudo isto ocorre; simplesmente porque o homem não quer cumprir os mandamentos de Deus. Aquelas Dez Palavras (Dt 4,13.21) que Ele deu a Moisés, escritas com o próprio dedo para significar a Aliança com aquele povo.

Que bom se cada um de nós escrevéssemos essas Dez Palavras no íntimo do coração para jamais esquecê-las!

Quando Deus acabou de dar as suas Leis ao povo, sinal da Aliança, disse-lhes finalmente:

“Vede: hoje estou colocando a benção e a maldição diante de vós: A benção, se observardes aos mandamentos de Iahweh vosso Deus que hoje vos ordeno; a maldição, se não obedecerdes aos mandamentos de Iahweh vosso Deus, desviando-vos do caminho que hoje vos ordeno…” (Dt 11,26-28).

E as bençãos que Deus promete são abundantes:

“Se de fato obedecerdes aos mandamentos que hoje vos ordeno, amando a Iahweh vosso Deus e servindo-o com todo o vosso coração e com toda a vossa alma, darei chuva para a vossa terra no tempo certo: chuvas de outono e de primavera. Poderás assim recolher teu trigo, teu vinho novo e teu óleo; darei erva no campo para o teu rebanho, de modo que poderás comer e ficar saciado” (Dt 11.13-15; Lv 26; Dt 28).

De outro lado, as maldições pesariam sobre o povo se este fosse infiel a Iahweh, não observando seus mandamentos:

“Contudo, ficai atentos a vós mesmos, para que o vosso coração não se deixe seduzir e não vos desvieis para outros deuses … não haveria mais chuva e a terra não daria o seu produto; deste modo desapareceríeis rapidamente da boa terra que Iahweh te dá” (Dt 11,16-17). “Porei sobre vós o terror, o definhamento e a febre… Em vão semeareis a vossa semente, porque os vossos inimigos a comerão. Voltar-me-ei contra vós e sereis derrotados pelos vossos inimigos …” (Lv 26,14s).

E a lista de bençãos e maldições é longa… Veja Dt 28.

A escolha depende de cada um de nós…

Jesus disse aos Apóstolos:

“Se me amais guardareis os meus mandamentos” (Jo 14,23).

“Nem todo aquele que diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai …“ (Mt 7,21) .

A Moral católica está fundamentada nos Dez Mandamentos; por isso, a grande necessidade de serem observados. Toda a terceira parte do Catecismo da Igreja, ensina sobre sobre isso.

Quando aquele jovem perguntou a Jesus: “Mestre, que devo fazer de bom para ter a vida eterna?”, o Senhor respondeu:

“Se queres entrar para a Vida, guarda os Mandamentos: não matarás, não aduterarás, não roubarás, não levantarás falso testemunho, honra pai e mãe…”(Mt 19,16-19).

Vemos assim, que Jesus ratificou a necessidade de vivermos os Dez mandamentos. Ao falar deles o Catecismo diz:

“Os Dez Mandamentos pertencem à revelação de Deus. Ao mesmo tempo revelam-nos a verdadeira humanidade do homem. Iluminam os deveres essenciais e portanto, indiretamente os deveres fundamentais, inerentes à natureza da pessoa humana. O Decálogo contém uma expressão privilegiada da lei natural (n°2070)”.

Santo Irineu, no segundo século, dizia:

“Desde o começo Deus enraizara no coração dos homens os preceitos da lei natural. Inicialmente Ele contentou-se em lhos recordar. Foi o Decálogo (Contra as Heresias,4,15,1)”.

A Lei de Deus está registrada nos Mandamentos. Obedecendo-os o homem será feliz e abençoado. Santo Agostinho dizia que Deus os escreveu nas duas pedras, porque o homem já não os conseguia ler no seu coração, endurecido pelo pecado.



Fonte: Livro "Entrai Pela Porta Estreita" - Prof. Felipe de Aquino

A Igreja celebra em 3 janeiro, de acordo como “Diretório da Liturgia” da CNBB, a festa do Santíssimo Nome de Jesus...
Prof. Felipe Aquino


“Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o Nome que está acima de todos os nomes, para que ao Nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor.” (Fil 2, 9-11)

A Igreja celebra em 3 janeiro, de acordo como “Diretório da Liturgia” da CNBB, a festa do Santíssimo Nome de Jesus; porque oito dias depois de seu nascimento, o Natal, São José o circuncidou e lhe colocou o nome de Jesus, conforme o Anjo tinha dito à Virgem Maria:

“O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. (Lc 1, 30-31)

E assim foi cumprido conforme a Lei de Moisés:

“Completados que foram os oito dias para ser circuncidado o menino, foi-lhe posto o Nome de Jesus, como lhe tinha chamado o anjo, antes de ser concebido no seio materno”. (Lc 2, 21)

O nome de Jesus foi dado pelo céu; tanto assim que o Arcanjo Gabriel o confirma em sonho a José:

“Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados. (Mt 1, 20-21). Cabia ao pai dar o nome para o filho no costume judaico.

E o Anjo deixou bem claro a José a razão deste nome: “porque ele salvará o seu povo de seus pecados”. O palavra Jesus em Hebraico quer dizer “Deus Salva” ou Salvador.

No momento da Anunciação, o anjo Gabriel dá-lhe como nome próprio o nome de Jesus, que exprime ao mesmo tempo sua identidade e missão. Uma vez que “só Deus pode perdoar os pecados” (Mc 2,7), é Ele que, em Jesus, seu Filho eterno feito homem, “salvará seu povo dos pecados” (Mt 1,21).

Em Jesus, portanto, Deus recapitula toda a sua história de salvação em favor dos homens. “O Filho do Homem tem poder de perdoar pecados na terra” (Mc 2, 10). Ele pode dizer ao pecador: “Teus pecados estão perdoados” (Mc 2,5). E ele transmite esse poder aos homens – os Apóstolos – (Jo 20,21-23) para que o exerçam
em seu Nome.

A Ressurreição de Jesus glorifica o nome do Deus Salvador, pois a partir de agora é o nome de Jesus que manifesta em plenitude o poder supremo do “nome acima de todo nome”. Os espíritos maus temem seu nome, e é em nome dele que os discípulos de Jesus operam milagres, pois tudo o que pedem ao Pai em seu nome o Pai lhes concede.

É no nome de Jesus que os enfermos são curados, é em seu nome que os mortos ressuscitam, os coxos andam, os surdos ouvem, os leprosos ficam curados… Esse nome bendito tem poder!

Por ser o pecado sempre uma ofensa feita a Deus, só ele pode perdoá-lo. Por isso Israel, tomando consciência cada vez mais clara da universalidade do pecado, não pode mais procurar a salvação a não ser na invocação do Nome do Deus Redentor. E este nome é Jesus.

É pelo Nome de Jesus que os Apóstolos operam maravilhas, pois Ele lhes tinha dito: “Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios
em meu Nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados.” (Mc 16,17-18). Portanto, o Nome Santo de Jesus tem poder e deve ser invocado com respeito, veneração e fé.

Após o milagre do aleijado na porta do Templo, os fariseus e doutores da lei quiseram impedir os Apóstolos de pregar em Nome de Jesus: “Todavia, para que esta notícia não se divulgue mais entre o povo, proibamos com ameaças, que no futuro falem a alguém nesse Nome. Chamaram-nos e ordenaram-lhes que absolutamente não falassem nem ensinassem em nome de Jesus.” (At 4, 17-18)

Mas eles se negam a deixar de pronunciar este santo Nome, porque sabem que não há salvação em nenhum outro: “Esse Jesus, pedra que foi desprezada por vós, edificadores, tornou-se a pedra angular. Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos. (At 4, 11-12)

O nome de Jesus significa também que o próprio nome de Deus está presente na Pessoa de seu Filho feito homem para a redenção universal e definitiva dos pecados. É o único Nome divino que traz a salvação e a partir de agora pode ser invocado por todos, pois se uniu a todos os homens pela Encarnação.

O nome do Deus Salvador era invocado uma só vez por ano pelo sumo sacerdote para a expiação dos pecados de Israel, depois de ele aspergir o propiciatório do Santo dos Santos com o sangue do sacrifício. O propiciatório era o lugar da presença de Deus. Quando São Paulo diz de Jesus que “Deus o destinou como instrumento de propiciação, por seu próprio Sangue” (Rm 3,25), quer afirmar que na humanidade deste último “era Deus que em Cristo reconciliava consigo o mundo” (2Cor 5,19).

O Nome de Jesus está no cerne da oração cristã. Todas as orações litúrgicas são concluídas pela fórmula “por Nosso Senhor Jesus Cristo…”. A “Ave-Maria” culmina no “e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus”. O nome de Jesus está no centro da Ave-Maria; o Rosário é centrado no Nome de Jesus, por isso tem poder.

A oração oriental denominada “oração a Jesus” diz: “Jesus Cristo, Filho de Deus, Senhor, tem piedade de mim, pecador”. Numerosos cristãos, como Sta. Joana d’Arc, morrem tendo nos lábios apenas o nome de Jesus.

Que nós possamos também hoje e sempre pronunciar com fé e devoção este nome doce e santo que tem poder, como aquele ceguinho de Jericó que clamou com fé e ficou curado: “Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim!”

O Papa João Paulo II, na Carta às Famílias, chamou a família de “Santuário da vida” (CF, 11). Santuário quer dizer “lugar sagrado”.
O Papa João Paulo II, na Carta às Famílias, chamou a família de “Santuário da vida” (CF, 11). Santuário quer dizer “lugar sagrado”. É ali que a vida humana surge como que de uma nascente sagrada, e é cultivada e formada. É missão sagrada da família: guardar, revelar e comunicar ao mundo o amor e a vida.

O Concílio Vaticano II já a tinha chamado de “a Igreja doméstica” (LG, 11) na qual Deus reside, é reconhecido, amado, adorado e servido; nele também foi ensinado que: “A salvação da pessoa e da sociedade humana estão intimamente ligadas à condição feliz da comunidade conjugal e familiar” (GS, 47).

Jesus habita com a família cristã. A presença do Senhor nas Bodas de Caná da Galiléia significa que o Senhor “quer estar no meio da família”, ajudando-a a vencer todos os seus desafios; e Nossa Senhora ali o acompanha com a sua materna intercessão.

Desde que Deus desejou criar o homem e a mulher “à sua imagem e semelhança” (Gen 1,26), Ele os quis “em família”. Por isso, a família é uma realidade sagrada. Jesus começou sua missão redentora da humanidade na Família de Nazaré. A primeira realidade humana que Ele quis resgatar foi a família; Ele não teve um pai natural aqui, mas quis ter um pai adotivo, quis ter uma família, e viveu nela trinta anos. Isso é muito significativo. Com a presença d’Ele na família – Ele sagrou todas as famílias.

Conta-nos São Lucas que após o encontro do Senhor no Templo, eles voltaram para Nazaré “e Ele lhes era submisso” (cf. Lc 2,51). A primeira lição que Jesus nos deixou na família é a de que os filhos devem obedecer aos pais, cumprindo bem o Quarto Mandamento da Lei. Assim se expressou o Papa João Paulo II:

“O Filho unigênito, consubstancial ao Pai, ‘Deus de Deus, Luz da Luz’, entrou na história dos homens através da família” (CF, 2).

Ao falar da família no plano de Deus, o Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que ela é “vestígio e imagem da comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Sua atividade procriadora e educadora é o reflexo da obra criadora do Pai” (CIC, 2205). E na sua mensagem de Paz, do primeiro dia do Ano Novo (2008) o Papa Bento XVI deixou claro que sem a família não pode haver paz no mundo. E o Papa fez questão de ressaltar que família é somente aquela que surge da união de um homem com uma mulher, unidos para sempre, e não uma união homossexual que dá origem a uma falsa família.

“A família é a comunidade na qual, desde a infância, se podem assimilar os valores morais, em que se pode começar a honrar a Deus e a usar corretamente da liberdade. A vida em família é iniciação para a vida em sociedade” (CIC, 2207).

A Família de Nazaré sempre foi e sempre será o modelo para todas as famílias cristãs. Acima de tudo, vemos uma família que vive por Deus e para Deus; o seu projeto é fazer a vontade de Deus. A Sagrada Família é a escola das virtudes por meio da qual toda pessoa deve aprender e viver desde o lar.

Maria é a mulher docemente submissa a Deus e a José, inteiramente a serviço do Reino de Deus: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a sua palavra” (Lc 1,38). A vontade dela é a vontade de Deus; o plano dela é o plano de Deus. Viveu toda a sua vida dedicada ao Menino Deus, depois ao Filho, Redentor dos homens, e, por fim, ao serviço da Igreja, a qual o Redentor instituiu para levar a salvação a todos os homens.

José era o pai e esposo fiel e trabalhador, homem “justo” (Mt 1, 19), homem santo, pronto a ouvir a voz de Deus e cumpri-la sem demora. Foi o defensor do Menino e da Mãe, os tesouros maiores de Deus na Terra. Com o trabalho humilde de carpinteiro deu sustento à Família de Deus, deixando-nos a lição fundamental da importância do trabalho, qualquer que seja este.

Em vez de escolher um pai letrado e erudito para Jesus, Deus escolheu um pai pobre, humilde, santo e trabalhador braçal. José foi o homem puro, que soube respeitar o voto perpétuo de virgindade de sua esposa, segundo os desígnios misteriosos de Deus.

A Família de Nazaré é para nós, hoje, mais do que nunca, modelo de unidade, amor e fidelidade. Mais do que nunca a família hoje está sendo destruída em sua identidade e em seus valores. Surge já uma “nova família” que nada tem a ver com a família de Deus e com a Família de Nazaré.

As mazelas de nossa sociedade –, especialmente as que se referem aos nossos jovens: crimes, roubos, assaltos, seqüestros, bebedeiras, drogas, homossexualismo, lesbianismo, enfim, os graves problemas morais e sociais que enfrentamos, – têm a sua razão mais profunda na desagregação familiar a que hoje assistimos, face à gravíssima decadência moral da sociedade.

Como será possível, num contexto de imoralidade, insegurança, ausência de pai ou mãe, garantir aos filhos as bases de uma personalidade firme e equilibrada e uma vida digna, com esperança?

Como será possível construir uma sociedade forte e sólida onde há milhares de “órfãos de pais vivos”? Fruto da permissividade moral e do relativismo religioso de nosso tempo, é enorme a porcentagem dos casais que se separam, destruindo as famílias e gerando toda sorte de sofrimento para os filhos. Muitos crescem sem o calor amoroso do pai e da mãe, carregando consigo essa carência afetiva para sempre.

A Família de Nazaré ensina ainda hoje que a família desses nossos tempos pós-modernos só poderá se reencontrar e salvar a sociedade se souber olhar para a Sagrada Família e copiar o seu modo de vida: serviçal, religioso, moral, trabalhador, simples, humilde, amoroso… Sem isso, não haverá verdadeira família e sociedade feliz.



Prof. Felipe Aquino

A prova mais forte do conhecimento que Jesus tinha de sua identidade de Filho é sua oração. Nela, a filiação não está apenas declarada, mas vivida.


Deixando já os profetas e João Batista, concentramo-nos exclusivamente no ponto de chegada de tudo: o "Filho". A partir desta perspectiva, o texto de Hebreus evoca a parábola dos vinhateiros infiéis. Também ali, Deus envia primeiro servos; depois, "por último", envia o Filho, dizendo: "Irão poupar o meu filho" (Mt 21, 33-41).

No capítulo do livro sobre Jesus de Nazaré, o Papa ilustra a diferença fundamental entre o título "Filho de Deus" e o de "Filho". O simples título de "Filho", ao contrário do que se poderia pensar, é muito mais rico de significado que "Filho de Deus". Este último chega a Jesus após uma longa lista de atribuições: assim havia sido definido o povo de Israel e, singularmente, seu rei; assim se faziam chamar os faraós e os soberanos orientais, e de tal forma se proclamará o imperador romano. Por si, não teria sido suficiente esse fator para distinguir a pessoa de Cristo de qualquer outro "filho de Deus".

É diferente o caso do título de "Filho", sem outro acréscimo. Aparece nos evangelhos como exclusivo de Cristo e é com ele que Jesus expressaria sua identidade profunda. Depois dos evangelhos, é precisamente a Carta aos hebreus que testemunha com mais força este uso absoluto do título "o Filho"; está presente nela cinco vezes.

O texto mais significado no qual Jesus se define como "o Filho" é Mateus 11, 27: "Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho senão o Pai, e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar". A frase, explicam os exegetas, tem clara origem aramaica e demonstra que os desenvolvimentos posteriores que se lêem a esse respeito, no evangelho de João, têm sua origem remota na própria consciência de Cristo.

Uma comunhão de conhecimento tão total e absoluta entre Pai e Filho, observa o Papa em seu livro, não se explica sem uma comunhão ontológica ou do ser. As formulações posteriores culminantes na definição de Nicéia são, portanto, desenvolvimentos ousados, mas coerentes com o dado evangélico.

A prova mais forte do conhecimento que Jesus tinha de sua identidade de Filho é sua oração. Nela, a filiação não está apenas declarada, mas vivida. Pelo modo e a freqüência com que recorre na oração de Cristo, a exclamação Abba dá testemunho de uma intimidade e familiaridade com Deus sem igual na tradição de Israel. Se a expressão se conservou na sua língua original e se converteu na característica da oração cristã (Ga 4, 6; Rm 8, 15) é porque houve o convencimento de que se tratou da forma típica da oração de Jesus .

Frei Raniero Catalamessa

O Criador esbanjou sabedoria, amor e poder, ao constituir os átomos, as células, o DNA, as forças magnéticas, a diversidade de seres vivos.

Os antigos gregos tiveram uma cultura simplesmente estonteante. Nenhum povo, como um todo, os superou na sabedoria. Ainda mais com os parcos recursos que possuíam. Sobre a existência de Deus não havia entre eles vacilação. Para eles, que descobriram a metafísica, havia pouco espaço para ateus, não como acontece nos dias atuais. Hoje as pessoas mais “avançadas” não admitem nem uma, nem outra coisa. Também o ser humano chegaram a definir como o microcosmos. Isto é, o Homem foi considerado por eles como o resumo de todo o universo. Nele, segundo seu conceito, estava presente o princípio espiritual (a inteligência e a vontade livre), e todas as perfeições da vida animal, vegetal e mineral. Mas, por lhes faltarem as luzes da Revelação Divina, não chegaram a ter a idéia de criação. A Bíblia revela que todo o cosmos foi uma obra de amor do Pai Celeste em favor de seu Filho, e Nele também em nosso favor.

O Criador esbanjou sabedoria, amor e poder, ao constituir os átomos, as células, o DNA, as forças magnéticas, a diversidade de seres vivos. Esbanjou ao formar o planeta Terra, que até agora é o único local possível de haver vida complexa. Uma vez que fez outros planetas sem atmosfera, sem água, com calor excessivo, com frio insuportável, com rotação muito veloz ou muito lenta demais, por enquanto sobra apenas o nosso planeta-água, como centro das atenções divinas para abrigar a vida. Mas tudo isso não é nada. Porque a maior obra do Pai Eterno não é isso, mas sim, a pessoa de Jesus. Neste Ele simplesmente exagerou em perfeição. Basta olhar para esse detalhe: Ele é uma pessoa divina, tendo em si, perfeitamente harmonizadas, a natureza humana e a divina. Só mesmo o Espírito Divino pôde realizar isso, a ponto de uma natureza não anular a outra. Em momento algum Jesus deixou de ser Deus, ou deixou de ser Homem. Quando dizia “eu” havia perfeita auto-consciência. “Tu me teceste no seio materno” (Sl 139, 13). É impossível um ser racional, ficar insensível diante dessa figura, que as Escrituras chamam de “Homem Perfeito” (Hb 7, 28). A Psicologia, a Filosofia e mesmo a Teologia, ainda tem diante de si um desafio a gastar os neurônios durante alguns milênios.

A contemplação movimenta aquele que humildemente ouve e vê. Só os humildes são capazes de contemplar as obras realizadas por Jesus.

A contemplação cura a depressão – Seja um contemplativo e não um depressivo



João Batista, o profeta dos tempos messiânicos, mesmo preso não deixou as grades acabarem com seu entusiasmo sobre o Messias. Ele sabia quem era o Cristo. Porém, alguns dos seus discípulos tinham dúvidas. Não há melhor experiência que a de ouvir e ver. A isso chamamos de contemplação. Um grande exercício espiritual ensinado pelos padres do deserto. Esta ordem das palavras de Jesus é importantíssima, cf. Mt 11,4 “Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo:” É a contemplação que une estes dois sentidos, a audição e a visão.



Na chamada Lectio Divina (oração com o uso dos textos da Bíblia), o texto sagrado entra como um som no meu coração pela leitura silenciosa e preenche meu ser como uma cena montada e contemplada se realizando através do que ouvi. Tanto faz ser a leitura silenciosa ou não. Posso meditar lendo em voz alta para melhor assimilar. Como diria alguns, isto é do gosto do freguês. O importante é ouvir e ver.



O contato com as palavras de Jesus leva-nos a contemplar suas obras. Quando queremos falar de obras messiânicas é demonstrar a mudança da realidade humana. O que estava estragado foi restaurado, o que estava perdido foi encontrado. A contemplação me transforma em testemunha daquele que transforma. Mas para isto acontecer é necessário que eu queira ver e ouvir.



Assumamos a condição dos discípulos de João que esperavam o Cristo. Ouviram (Sagrada Escritura – aquilo que Jesus disse), viram (os feitos de Jesus), o que foi profetizado por Isaías, 35, 5 e 61, 1-2, conforme palavras do próprio Cristo em Mt 11,5; “os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados.” Depois da Contemplação saíram para testemunhar, não ficaram apenas na admiração do Senhor.



Aconteceu o que chamamos progresso espiritual. A contemplação movimenta aquele que humildemente ouve e vê. Só os humildes são capazes de contemplar as obras realizadas por Jesus. Os orgulhosos não são capazes de ouvir e pelo excesso de crítica não admitem uma encarnação de Deus em hipótese alguma. Impossível um orgulhoso contemplar o divino, pois no seu inconsciente ele já afirmou: “não preciso de Deus, isto foi invenção de alguém que queria dominar pelo medo de um ser superior aos homens.”



Depois da contemplação, os enviados por João Batista voltaram para noticiar a experiência que tiveram. Com certeza tornaram-se discípulos de Jesus. João cumpriu sua missão de aplainar o caminho do Senhor. Reconheceu-se como menor que o Cristo e pelo Cristo foi elevado: “... de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista.” cf. Mt 11,11. E ainda nos ensina que “No entanto o menor no Reino dos Céus é maior do que ele”. No Reino de Cristo fazer-se Mínimo é tornar-se Grande. Abdicar ao mal para ser bom, fugir do pecado para ser santo é para os incrédulos sinal de quem não sabe viver, ao passo que para os crédulos é viver à espera de uma feliz eternidade.



A alegria da transformação do coração contemplativo consiste em “Criar ânimo” e agir conforme pediu Isaías: “Fortalecei as mãos enfraquecidas e firmai os joelhos debilitados. Dizei às pessoas deprimidas: criai ânimo, não tenhais medo.” Cf. Is 35,3-4. Segundo Isaias o remédio para a depressão chama-se vida espiritual, ou seja, vida de oração. O desânimo é uma das inúmeras características de um depressivo, pois deixa de fazer muitas coisas boas para ser dominado pelo ócio. Assim sendo, aquele que fortalece as mãos para a labuta e firma os joelhos pela oração é salvo pelo Senhor que vem.



Como resultado final os contemplativos “virão a Sião cantando louvores, com infinita alegria brilhando em seus rostos; cheios de gozo e contentamento não mais conhecerão a dor nem o pranto” cf. Is 35,10. Seja um contemplativo e não um depressivo.

A questão é que o termo santidade ficou um pouco perdido, pois muitos apenas relacionam à sexualidade, ou seja, empobrecem a santidade. Santidade não é só isso.
É muito comum nos encontros da Renovação Carismática Católica, nos grupos de oração escutar que “temos que ser santos”. Realmente essa é a nossa grande meta.

Mas o que é ser santo?

“Sede santos, porque eu, o Senhor, vosso Deus sou Santo” (Lv. 19,2)

A santidade emana de Deus e Ele quer e deseja que todos os seus filhos aspirem essa realidade.

A questão é que o termo santidade ficou um pouco perdido, pois muitos apenas relacionam à sexualidade, ou seja, empobrecem a santidade. Santidade não é só isso. Não podemos parar só nesse aspecto. Precisamos mergulhar o que quer dizer: “sede santos, como Eu, o vosso Deus, sou Santo”. Deus é santo em tudo e quer que sejamos santos em tudo o que fizermos.

Ser santo é agir como Jesus agiu e perguntar sempre a Ele: “Jesus o que faria se estivesse no meu lugar”. E veremos que muitas situações de nossas vidas precisam ser santificadas. Vemos muitos estereotipo de santos. Têm muitas “carinhas de santos” e muita gente de mãos póstumas. Isso não é ser santo. Isso é querer se passar por santo. Santo é o que santificar a cada dia e em qualquer lugar com todas as situações. Tem muita fuga no nosso meio.

Procuraremos a cada semana mergulharmos em um ponto para vermos como anda a nossa busca pela santidade.

De início, partilhe conosco o que você pensa sobre santidade? Que nota você dá pela sua busca?

“Que o Espírito Santo que ora em você e conhece suas necessidades de mudança O leve à santidade a cada dia.”

"É um ponto que passa, por muitos, desapercebido e acham que não é tão importante assim. Muitos dizem que recuperam o tempo perdido e aí sacrificam pregações e outras coisas que aconteceriam."
Como escrevi no artigo passado estaremos juntos, a partir de agora, refletindo sobre alguns pontos de santidade que algumas vezes têm passado desapercebido por nós.

A SANTIDADE O HORÁRIO

O horário, para muitos, é uma imposição ou simplesmente para contar na programação.

O horário é o momento em a graça vai acontecer. Deus não é desorganizado.

É um ponto que passa, por muitos, desapercebido e acham que não é tão importante assim. Muitos dizem que recuperam o tempo perdido e aí sacrificam pregações e outras coisas que aconteceriam.

Temos a tentação que ficar esperando as pessoas chegarem. Isso não pode acontecer. Se Deus suscitou começou num horário, então deve acontecer com uma ou nenhuma pessoa; com ou sem som.

Esse foi o momento que Deus escolheu para derramar a sua graça.

Então, não podemos nos atrasar, pois corremos o risco de perder a graça daquela hora.

Todo encontro nós buscamos saber de Deus o que Ele quer e o horário faz parte de um encontro, do início do grupo de oração.

Isso não é apenas para as reuniões, mas para nossa vida. O horário é algo sagrado, pois foi o momento que deus disponibilizou para que seus filhos se encontrassem. Na hora que foi marcada, Deus envia seus anjos para guardar os seus filhos.

Irmãos tomemos mais cuidado com o horário.

Certa vez um grupo marcou para se encontrar num certo horário, mas acharam que talvez muitos não estariam e então chegaram um pouco mais tarde. No que chegaram mais tarde as pessoas chegaram no horário e foram embora. A equipe ficou sem graça.

Irmãos quando combinarmos um horário devemos fazer o possível para cumprir.

Cada um deve cumprir a sua parte. Se a outra parte não cumprir a sua parte não é sua a responsabilidade.

HORÁRIO É SAGRADO, POIS É MOMENTO QUE DEUS ESCOLHEU PARA DISPENSAR A SUA GRAÇA.


“Que o Espírito Santo que ora em você e conhece suas necessidades de mudança O leve à santidade a cada dia”.

A santidade e honrar os compromissos: "Pagai a cada um o que lhe compete: o imposto a quem deveis o imposto; o tributo a quem deveis o tributo"
A SANTIDADE E HONRAR OS COMPROMISSOS

“Pagai a cada um o que lhe compete: o imposto a quem deveis o imposto: o tributo a quem deveis o tributo: o temos e o respeito, a quem deveis o temos e o respeito. A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, a não ser o amor recíproco.” (Rom. 13, 7-8 a )

Honrar o compromisso é dever de quem teme a Deus.

A pessoa que tem buscado a santidade precisa se atentar a esse ponto. A pessoa precisa reconhecer-se devedor e, se preciso for, humilhar-se pedindo clemência e negociando o que deve. Deve-se evitar os atrasos. Sabemos das dificuldades financeiras que todos passam, mas é vital que procuremos, dentro de todos os esforços honrar os compromissos.

É preciso banir alguns pensamentos do “ambiente santo”.

* Primeiro curto a vida e depois, se sobrar “algum” eu pago o que puder;
* Devo não nego: pago quando puder;
* Todo mundo deve. Até o Brasil deve e deve muito, porque eu também não posso dever?

Certa vez uma pessoa me falou:

- Ricardo, você quer ter inimigo ou que alguma pessoa saia de sua vida?
- Que isso meu irmão?! Que coisa triste!! - Respondi
- É só você emprestar dinheiro para alguém. Ela some da sua vida. Chega a atravessar a rua para não te ver - Exemplificou ele.

Isso não é de cristão e muito menos de quem almeja a santidade.

Que o Espírito Santo nos ajude a honrar os nossos compromissos e nos ajude a nos controlar a comprar o que tão somente precisamos e aceitar a condição que temos.


“Que o Espírito Santo que ora em você e conhece suas necessidades de mudança O leve à santidade a cada dia”.

Ser santo não é se esconder. Tem pessoas que preferem não viver, pois assim, pensam, não pecariam mais. Esse já é o grande pecado: negar-se a viver.
“Subiram dois homens ao templo para orar: um era fariseu e o outro publicano. O fariseu em pé orava se enaltecendo da “bela pessoa que era”, pois não era como os demais homens: ladrões, injustos e adúlteros, muito menos como o outro, o publicano e ainda jejuava e pagava os dízimos. O publicano, mantendo-se à distância não ousava sequer levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem piedade de mim que sou pecador!” (cf. Lc. 18, 9-14)

Na parábola, o publicano foi exaltado, pois se humilhou.

Uma grande dificuldade para muitas lideranças na Igreja: reconhecer-se pecador. Tem muita se achando o bom. Esses, com mais facilidade caem nas armadilhas do inimigo.

Ser santo é reconhecer-se pecador e lutar arduamente contra suas fraquezas.

Ser santo não é se esconder. Tem pessoas que preferem não viver, pois assim, pensam, não pecariam mais. Esse já é o grande pecado: negar-se a viver.

“A batalha contra o pecado implica em colocar os atos pecaminosos sob o sangue de Cristo – mas, ao mesmo tempo, trazê-los à luz, confessá-los aos outros, principalmente aos que tenham sido envolvidos ou atingidos por eles. A batalha contra o pecado significa reconhecer o traço pecaminoso que está por trás do ato pecaminoso visto à luz da verdade, e tomar medidas contra ele.” (Madre Basilea).

“A grande graça não está naquele que, um dia liberto, se trancou para evitar o pecado por medo, mas sim naquele que se apresentou à vida e, sabendo das suas limitações, recorre à ajuda oportuna do Pai, do Filho e do espírito Santo e tudo vence. Isso é viver; isso é ter vida”. (Encontro de Oração – Ricardo Emílio)

Os grandes santos reconheceram-se miseráveis, necessitados da graça divina para serem pessoas melhores. Por isso hoje são exaltados no Céu com Nosso Senhor Jesus Cristo.

É urgente que todos os que estão à frente de algum projeto na Igreja reconheçam-se pecadores para que Satanás não os pegue desprevinidos.

“Que o Espírito Santo que ora em você e conhece suas necessidades de mudança O leve à santidade a cada dia”.

Por que nos distraímos? Nos distraímos porque estamos preocupados com muitas coisas ao nosso redor.
Muitos servos, por vezes, falam de um mal que assaltam sua vida de oração: a distração.

Por que nos distraímos? Nos distraímos porque estamos preocupados com muitas coisas ao nosso redor.

Deveríamos, antes de entrarmos em nossos momentos de oração, tirar os barulhos interiores. Precisamos nos acalmar. Entrar na presença requer estar em intimidade total com ele e, para tanto, nos é necessário interiorização. Interiorização requer silêncio. E ao silenciarmos nos desviamos de nossas preocupações e, assim, menos distração teremos.

“Sempre que queremos apegar-nos a algo que nos fascina ou nos deixamos levar pelos devaneios, estamos impedindo Jesus de entrar em nosso coração e dominar ali.

Isso traz sérias conseqüências, porque, o que não está sob o domínio de Deus, Satanás toma como sua esfera de influência. Quantas vezes os devaneios realmente nos levaram a seguir um caminho pecaminoso?” (Madre Basiléa)
Quanto mais afastamos de outras coisas e consagramos tempo a sós com Deus, para falar com Ele, mais desaparecerá a distração e Jesus o tomará em Seu mundo.

A distração envolve, muitas vezes, o medo de ouvir realmente o que Deus tem e quer para mim. Quanto mais silêncio interior, menos distração. Quanto menos distração, mais clara fica a voz de Deus. E quanto mais clara a voz de Deus, mais facilmente faremos Sua Vontade. Por isso, a distração nos envolve fácil.

Nos é necessário lutarmos contra a distração.

“Que o Espírito Santo que ora em você e conhece suas necessidades de mudança O leve à santidade a cada dia”.

Há em nosso meio, nos dias hoje, uma grande dificuldade a ser vencida: aceitar a cruz.

Temos buscado a Santidade?

Diante da dificuldade de aceitar a Cruz


Há em nosso meio, nos dias hoje, uma grande dificuldade a ser vencida: aceitar a cruz. A não aceitação da cruz implica, em muitas vezes, não aceitar a si mesmo. Além disso, não parece ser muito compatível quando dizemos que queremos ser cristãos. Cristão sem cruz, não é cristão.

Se nos recusarmos a tomar a nossa cruz ou se nos rebelarmos contra ela, teremos de ouvir, ditas a nós, as palavras que o Senhor disse a Pedro: “Arreda! Satanás!” (Mt. 16,23).

Temos tido pouca, ou às vezes quase nada de disposição para o sofrimento.

Deus é amor. Em nenhum momento ele criou o ser humano para viver em sofrimento. Precisamos compreender que a nossa purificação passa pelo sofrimento. É o ouro não tem voz, mas imagine o quanto ele deve sofrer para se tornar uma pedra preciosa?

A cruz nos purifica. A santidade passa pela cruz. A liberdade passa pela cruz.

Como podemos nos sentir livres se somos dominados pelo medo da cruz?

Madre Basiléa diz: “Às vezes quando sofremos na carne, deixamos de pecar (I Pe. 4,1). Deus permite que a cruz atue em uma área de nossa vida em que existe pecado – de modo que este venha a morrer e, desse modo, sejamos transformados mais e mais à imagem de Jesus e assim, um dia seremos capazes de vê-Lo face a face. Através da disciplina partilhamos da Santidade de Deus.”

A salvação passa pela cruz. Enquanto tivermos pouca disposição para sofrermos pouco cresceremos. E tudo o que não cresce, a tendência é morrer.

“Que o Espírito Santo que ora em você e conhece suas necessidades de mudança O leve à santidade a cada dia”.