30 de março
São João Clímaco
O Monte Sinai está historicamente ligado ao cristianismo. Foi o lugar indicado por Deus para entregar a Moisés as tábuas gravadas com os Dez Mandamentos. É uma serra rochosa e árida que, não só pela sua geografia, mas também pelo significado histórico, foi escolhida pelos cristãos que procuravam a solidão da vida eremítica.
Assim, já no século IV, depois das perseguições romanas, vários mosteiros rudimentares foram ali construídos por numerosos monges que se entregavam à vida de oração e contemplação. Esses mosteiros tornaram-se famosos pela hospitalidade para com os peregrinos e pelas bibliotecas que continham manuscritos preciosos. Foi neste ambiente que viveu e atuou o maior dos monges do Monte Sinai, João Clímaco.
João nasceu na Síria, por volta do ano 579. De grande inteligência, formação literária e religiosa, ainda muito jovem, aos dezesseis anos, optou pelo deserto e viajou para o Monte Sinai, tornando-se discípulo num dos mais renomados mosteiros, do venerável ancião Raiuthi. Isso aconteceu depois de renunciar a fortuna da família e a uma posição social promissora. Preferiu um cotidiano feito de oração, jejum continuado, trabalho duro e estudos profundos. Só descia ao vale para recolher frutas e raízes para sua parca refeição e só se reunia aos demais monges nos fins de semana, para um culto coletivo.
Sua fama se espalhou e muitos peregrinos iam procura-lo para aprender com seus ensinamentos e conselhos. Inicialmente eram apenas os que desejavam seguir a vida monástica, depois eram os fiéis que queriam uma benção do monge, já tido em vida como santo. Aos sessenta anos João foi eleito por unanimidade abade geral de todos os eremitas da serra do Monte Sinai.
Nesse período ele escreveu muito e o que dele se conserva até hoje é um livro importantíssimo que teve ampla divulgação na Idade Média, "Escada do Paraíso". Livro que lhe trouxe também o sobrenome Clímaco que, em grego, significa "aquele da escada". No seu livro ele estabeleceu trinta degraus necessários à subir para alcançar a perfeição da alma.
Trata-se de um verdadeiro manual, a síntese da doutrina monástica e ascética, para os noviços e monges, onde descreveu, degrau por degrau, todas as dificuldades a serem vividas, a superação da razão e dos sentidos, e que as alegrias do Paraíso perfeito serão colhidas no final dessa escalada, após o transito para a eternidade de Nosso Senhor Jesus Cristo.
João Clímaco morreu no dia 30 de março de 649, amado e venerado por todos os cristãos do mundo oriental e ocidental, sendo celebrado por todos eles no mesmo dia do seu falecimento.
Irmãos esse blog foi criado para vivenciarmos a cada dia ou a cada acesso uma visão de deus em nossas vidas e em nosso coração, por que kerygma ? Porque kerygma e uma palavra de origem grega que quer dizer ,primeiro anuncio de Jesus vivo ;morto e ressuscitado,também significa.proclamar ,gritar ,anunciar Jesus as pessoas ,principalmente quem ainda não ouviu falar de Jesus, como já disse kerygma e o primeiro anuncio de Jesus cristo,as pessoas, levar as pessoas a encontrarem Jesus em suas vidas. Amados irmãos nos tempos de hoje são muitos os desafios para anunciar o kerygma as pessoas. Muito mais do que ha. 2000 anos atrás ,porque a modernidade tem levado as pessoas a uma vida descartável e pratica no sentido de ser o mais e simples e rápido possível, portanto amados e amadas em cristo aqui vc vai encontrar uma escada q vai ti ajudar a chegar a Jesus em teu dia dia,degraus q iras semanalmente subir em tua vida espiritual deus te abençoe
29 de março
São Segundo de Asti
Segundo era um soldado pagão, filho de nobres, nascido em Asti, norte da Itália, no final do século I e profundo admirador dos mártires cristãos, que o intrigavam pelo heroísmo e pela fé em Cristo. Chegava a visitá-los nos cárceres de Asti, conversando muito com todos, quantos pudesse. Consta dos registros da Igreja, que foi assim que tomou conhecimento da Palavra de Cristo, aprendendo especialmente com o mártir Calógero de Bréscia, com o qual se identificou, procurando-o para conversar inúmeras vezes.
Além disso, Segundo era muito amigo do prefeito de Asti, Saprício, e com ele viajou para Tortona, onde corria o processo do bispo Marciano, o primeiro daquela diocese. Sem que seu amigo político soubesse, Segundo teria estado com o mártir e este encontro foi decisivo para a sua conversão.
Entretanto, esta só aconteceu mesmo durante outra viagem, desta vez a Milão, onde visitou no cárcere os cristãos Faustino e Jovita. Tudo o que se sabe dessa conversão está envolto em muitas tradições cristãs. Os devotos dizem que Segundo teria sido levado à prisão por um anjo, para lá receber o batismo através das mãos daqueles mártires. A água necessária para a cerimônia teria vindo de uma nuvem. Logo depois, uma pomba teria lhe trazido a Santa Comunhão.
Depois disso, aconteceu o prodígio mais fascinante, narrado através dos séculos, da vida deste santo, que conta como ele conseguiu atravessar a cavalo o Pó, sem se molhar, para levar a Eucaristia, que lhe fora entregue por Faustino e Jovita para ser dada ao bispo Marciano, antes do martírio. O Pó é um rio imponente, tanto nas cheias, quanto nas baixas, minúsculo apenas no nome formado por duas letras, possui mil e quinhentos metros cúbicos de volume d'água por segundo, nos seiscentos e cinqüenta e dois quilômetros de extensão, um dos mais longos da Itália.
Passado este episódio extraordinário, Saprício, o prefeito, soube finalmente da conversão de seu amigo. Tentou de todas as formas fazer Segundo abandonar o cristianismo, mas, não conseguiu, mandou então que o prendessem, julgassem e depois de torturá-lo deixou que o decapitassem. Era o dia 30 de março do ano 119.
No local do seu martírio foi erguida uma igreja onde, num relicário de prata, se conservam as suas relíquias mortais. Uma vida cercada de tradições, prodígios, graças e sofrimentos foi o legado que nos deixou São Segundo de Asti, que é o padroeiro da cidade de Asti e de Ventimilha, cujo culto é muito popular no norte da Itália e em todo o mundo católico que o celebra no dia 29 de março.
28 de março
São Xisto III
Xisto chegou a adotar uma posição neutra na controvérsia entre pelagianos e semipelagianos do sul da Gália, especialmente contra Cassiano, sendo advertido pelo papa Zózimo. Mas reconheceu o seu erro, com a ajuda de Agostinho, bispo de Hipona, que combatia arduamente aquela heresia, e que lhe escrevia regularmente.
Ao se tornar papa em 432, Xisto III agindo com bastante austeridade e firmeza, nesta ocasião, Agostinho teve de lhe pedir moderação. Foi assim, que este papa conseguiu o fim definitivo da doutrina herege. Esta doutrina pelagiana negava o pecado original e a corrupção da natureza humana. Também defendia a tese de que o homem, por si só, possuía a capacidade de não pecar, dispensando dessa maneira a graça de Deus.
Ele também conduziu com sabedoria uma ação mais conciliadora em relação a Nestório, acabando com a controvérsia entre João de Antioquia e Cirilo, patriarca de Constantinopla, sobre a divindade de Maria. Em seguida, demonstrou a sua firme autoridade papal na disputa com o patriarca Proclo. Xisto III teve de escrever várias epístolas para manter o governo de Roma sobre a lliría, contra o imperador do Oriente que queria torná-la dependente de Constantinopla, com a ajuda deste patriarca.
Depois do Concílio de Éfeso em 431, em que a Mãe de Jesus foi aclamada Mãe de Deus, o papa Xisto III mandou ampliar e enriquecer a basílica dedicada à Santa Mãe das Neves, situada no monte Esquilino, mais tarde chamada Santa Maria Maior. Esta igreja é a mais antiga do Ocidente que foi dedicada a Nossa Senhora.
Desta maneira ele ofereceu aos fiéis um grande monumento ao culto da bem-aventurada Virgem Maria, à qual prestamos um culto de hiperdulia, ou seja, de veneração maior do que o prestado aos outros santos. Xisto III, mandou vir da Palestina as tábuas de uma antiga manjedoura, que segundo a tradição havia acolhido o Menino Jesus na gruta de Belém, dando origem ao presépio. Introduziu no Ocidente a tradição da Missa do Galo celebrada na noite de Natal, que era realizada em Jerusalém desde os primeiros tempos da Igreja.
Durante o seu pontificado, Xisto III promoveu uma intensa atividade edificadora, reformando e construindo muitas igrejas, como a exuberante basílica de São Lourenço em Lucina, na Itália.
Morreu em 19 de agosto de 440, deixando a indicação do sucessor, para aquele que foi um dos maiores papas dos primeiros séculos, Leão Magno. A Igreja indicou sua celebração para o dia 28 de março, após a última reforma oficial do calendário litúrgico.
27 de março
São Ruperto
Ruperto era um nobre descendente dos condes que dominavam a região do médio e do alto Reno, rio que percorre os Alpes europeus. Os Rupertinos eram parentes dos Carolíngios e o centro de suas atividades estava em Worms, onde Ruperto recebeu sua formação junto aos monges irlandeses.
No ano 700, sua vocação de pregador se manifestou e ele dirigiu-se à Baviera, na Alemanha, com este intuito. Com o apoio do conde Téodo da Baviera, que era pagão e foi convertido por Ruperto, fundou uma igreja dedicada a São Pedro, perto do lago Waller, a dez quilômetros de Salzburgo. Mas, o local não condizia ainda com os objetivos de Ruperto, que conseguiu do conde outro terreno, próximo do rio Salzach, nos arredores da antiga cidade romana de Juvavum.
Nesse terreno, o mosteiro que o bispo Ruperto construiu é o mais antigo da Áustria e veio a ser justamente o núcleo de formação da nova cidade de Salzburgo. Teve para isso o apoio de doze concidadãos, dois dos quais também se tornaram santos: Cunialdo e Gislero. Fundou, ao lado deste, um mosteiro feminino, que entregou a direção para sua sobrinha, a abadessa Erentrudes. Foi o responsável pela conversão total da Baviera e, é claro, de toda a Áustria.
Morreu no dia 27 de março de 718, um domingo de Páscoa, depois de rezar a missa, no mosteiro de Juvavum. Antes, como percebera que a morte estava próxima, fez algumas recomendações e pedido de orações à sua sobrinha, e irmã espiritual, Erentrudes. Suas relíquias estão guardadas na belíssima catedral de Salzburgo, construída no século XVII. Ele é o padroeiro de seus habitantes e de suas minas de sal.
São Ruperto, reconhecido como o fundador da bela cidade de Salzburgo, cujo significado é cidade do sal, aparece retratado com um saleiro na mão, tamanha sua ligação com a própria origem e desenvolvimento da cidade. Foi seu primeiro bispo e sua influência alastrou-se tanto, que é festejado nesse dia, não só nas regiões de língua alemã, como também na Irlanda, onde estudou, porque alí foi tomado como modelo pelos monges irlandeses.
Jesus e Maria são como um só sobre a terra
Aqui, o Cardeal de Bérulle mostra como, no Amor, os Corações de Jesus e de Maria formam um só... Haverá, por isso, melhor maneira de chegar a Jesus do que passando por Maria, sua Mãe? E por que não deixarmo-nos guiar, na vida cristã, por essa Mulher que, aqui na terra, recebeu do Pai a missão de educar o seu Único Filho, Cristo Jesus?
Não será Maria, a nossa mãe, a mais indicada para nos ensinar a rezar, a viver segundo a mensagem do Evangelho, a frequentar os Sacramentos da Igreja, numa palavra, a imitar o seu Filho Jesus, numa consagração total do nosso ser?
“A sua mãe guardava todas estas coisas, meditando-as no coração”. Daí que Jesus esteja vivo em Maria, que faça parte dela, e que o coração de Jesus esteja muito perto do de Maria.
Por isso, Maria está viva em Jesus e Jesus é tudo para ela; e o coração de Maria está muito próximo do de Jesus e dá-lhe vida; Jesus e Maria são, ao que parece, como um só sobre a terra. O coração de um não vive e não respira sem o outro. Estes dois corações, tão próximos e tão divinos, e vivendo juntos uma vida tão elevada, como poderão deixar de ser um do outro, como poderão deixar de viver um para o outro? Só o único Amor o pode conceber, o único Amor divino e celeste; mas só o Amor único de Jesus o pode compreender...
Ó coração de Jesus, que vive em Maria e através de Maria; Ó coração de Maria, que vive em Jesus e para Jesus; Ó deliciosa união destes dois corações! O coração da Virgem é o primeiro altar onde Jesus oferece o seu coração, o seu corpo, o seu espírito em hóstia de louvor perpétuo, e onde Jesus oferece o seu primeiro sacrifício e faz a primeira e definitiva oblação de si mesmo.
26 de março
São Ludgero
Ludgero nasceu no ano 742 em Zuilen, Friesland, atual Holanda, e foi um dos grandes evangelizadores do seu tempo. Era descendente de família nobre e, dedicado aos estudos religiosos desde pequeno. Ordenou-se sacerdote em 777, em Colônia, na Alemanha. Seu trabalho de apóstolo teve início em sua terra natal, pois começou a trabalhar justamente nas regiões pagãs da Holanda, Suécia, Dinamarca, ponto alto da missão de São Bonifácio, que teve como discípulos São Gregório e Alcuíno de York, dos quais foi seguidor também Ludgero.
Mais tarde, foi chamado pelo imperador Carlos Magno para evangelizar as terras que dominava. Entretanto, este empregava métodos de conversão junto aos povos conquistados, não condizentes com os princípios do cristianismo. Logo de início, por exemplo, obrigava os soldados vencidos a se converterem pela força, sob pena de serem condenados à morte se não se batizassem.
Como conseqüência dessa atitude autoritária estourou a revolta de Widukindo e Ludgero teve que fugir, seguindo para Roma. Depois foi para Montecassino, onde aprimorou seus estudos sobre o catolicismo e vestiu o hábito de monge, sem contudo emitir os votos.
A revolta de Widukindo foi a muito custo dominada em 784 e o próprio Carlos Magno foi a Montecassino pedir que Ludgero retornasse para seu trabalho evangelizador, que então produziu muitos frutos. Pregou o evangelho na Saxônia e em Vestfália. Carlos Magno ofereceu-lhe o bispado de Treves, mas ele recusou. Ludgero emitiu os votos tomando o hábito definitivo de monge e fundou um mosteiro, ao redor do qual cresceu a cidade de Muester , cujo significado, literalmente, é mosteiro, e da qual foi eleito o primeiro bispo.
Ludgero não parou mais, fundou várias igrejas e escolas, criou novas paróquias e as entregou aos sacerdotes que ele mesmo formara. Ainda encontrou tempo para retomar a evangelização na Frísia, realizando o seu sonho de contribuir para a conversão de sua pátria, a Holanda, e fundar outro mosteiro, este beneditino, em Werden, antes de morrer, que ocorreu no dia 26 de março de 809.
O corpo de Ludgero foi sepultado na capela do mosteiro de Werden. Os fiéis tornaram o local mais uma meta de peregrinação pedindo a sua intercessão para muitas graças e milagres, que passaram a ocorrer em abundância. O culto à São Ludgero, que ocorre neste dia é muito intenso especialmente na Holanda, Suécia, Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Itália, países cujo solo pisou durante seu ministério.
25 de março
São Dimas
O Evangelho fala pouco deste Santo. Nem mesmo o nome, os evangelistas fixaram. O que sabemos foi trazido pela tradição que são os nomes: Dimas, o Bom Ladrão e Simas, o mau ladrão.
Sem dúvida alguma, se trata de um santo original, único, privilegiado, que mereceu a honra de ser canonizado em vida por Jesus Cristo, na hora solene de nossa Redenção. Os outros santos só foram solenemente reconhecidos, no outro milênio, a partir do ano 999. A Igreja comemorava os mártires e confessores, mas sem uma declaração oficial e formal. Enquanto que, a de São Dimas quem proclamou foi o próprio Fundador da Igreja.
Dimas foi o operário da última hora, o que nos fez ver o mistério da graça derradeira. O mau ladrão resistiu, explodiu em blasfêmias. Rejeitou a graça, visivelmente dada pelo Redentor. O Bom Ladrão, depois de vacilar (Mt 27,44 -Mc 15,32), confessou a própria culpa, reclamou da injustiça contra Aquele que só fez o bem, reconheceu-O como Rei e lhe pediu que se lembrasse dele, quando estivesse no seu Reino.
Segundo a tradição, Dimas não era judeu, mas sim egípcio de nascimento. Dimas e Simas praticavam o banditismo nos desertos de passagem para o Egito. Lá a Sagrada Família, que fugia da perseguição do rei Herodes, foi assaltada por dois ladrões e um deles a protegeu. Era Dimas. Naquela época, entre os bandidos havia o costume de nunca roubar, nem matar, crianças, velhos e mulheres. Assim, Dimas deu abrigo ao Menino Jesus protegendo a Virgem Maria e São José.
Dimas foi um bandido muito perigoso da Palestina. E isso, realmente pode ser afirmado pelo suplício da cruz que mereceu. Essa condenação horrível era reservada somente aos grandes criminosos e aos escravos.
O Martirológio Romano diz apenas no dia 25 de Março: "Em Jerusalém comemoração do Bom Ladrão que na cruz professou a fé de Jesus Cristo". E no mundo todo São Dimas passou a ser festejado neste dia.
O Bom Ladrão ou São Dimas foi o primeiro que entrou no céu: "Ainda hoje estarás comigo no Paraíso". (Lc 23,43). Ele passou a ser popularmente considerado o "Padroeiro dos pecadores arrependidos da hora derradeira, dos agonizantes, da boa morte". Morreu sacramentado pela absolvição do próprio Cristo, e por Ele conduzido ao Paraíso.
24 de março
Santa Catarina da Suécia
Catarina foi ao mesmo tempo filha, discípula e companheira inseparável da mãe, Santa Brígida, a maior expressão religiosa feminina da história da Suécia. Nascida num berço nobre e cristão, Catarina nasceu em 1331 e recebeu educação e cultura com sólida base religiosa. Aos sete anos de idade, foi entregue às Irmãs do convento de Risberg, que souberam desenvolver totalmente sua vocação, cristalizando os ensinamentos cristãos que já vinha recebendo desde o berço.
Mas, circunstâncias políticas e sociais fizeram com que a jovem tivesse que se casar com um nobre da corte, Edgar, que além de fervoroso cristão era doente. Assim, decidiu aceitar o voto de castidade que Catarina fizera e ele mesmo resolveu adota-lo, vivendo tranqüilos como irmãos. Quando Edgard, ficou paralítico, Catarina passou a cuidar dele com todo carinho e generosidade.
Por ocasião da morte do pai de Catarina, sua mãe Brígida resolveu se voltar totalmente para a vida religiosa, iniciando-a com uma romaria aos túmulos dos apóstolos, em Roma. Pouco tempo depois Catarina conseguiu a autorização do marido para encontrar-se com a ela. Mas, quando estavam em Roma receberam a notícia da morte de Edgard. Então, ambas fizeram os votos e vestiram o hábito de religiosas e não se separaram mais. Catarina ajudou e acompanhou todo o trabalho de caridade e evangelização desenvolvido pela mãe. Fundaram juntas o duplo mosteiro de Vadstena, na Suécia, do qual Brígida foi abadessa, criando a Ordem de São Salvador, cujas religiosas são chamadas de brigidinas.
Catarina, como sua assistente, seguiu-a em todas as viagens perigosas, em seu país e no exterior, sendo muita vezes salvas por um cervo selvagem que sempre aparecia para socorrer Catarina. Foi após uma peregrinação à Terra Santa, que Brígida veio a falecer, em Roma. Catarina acompanhou o corpo de volta para a Suécia e foi recebida com aclamação popular, junto com os restos mortais da mãe, que já era venerada por sua santidade.
Os registros relatam mais fatos prodigiosos, ocorridos com a nova abadessa, pois Catarina foi eleita sucessora da mãe no convento. Eles contam que alguns pretendentes queriam que ela abandonasse os votos e o hábito depois a morte de Edgard. Um, mais audacioso, ao tentar atacá-la, teria ficado cego e só recuperado a visão depois de se ajoelhar aos seus pés e pedir perdão, quando abriu os olhos viu ao lado de Catarina um cervo selvagem. Por isso, nas suas representações sempre há um cervo junto dela.
Entretanto, a rainha-mãe Brígida, depois de falecida passou a operar prodígios, segundo muitos devotos e peregrinos que afirmavam ter alcançado graças por sua intercessão. Por isso, a pedido do povo e das autoridades da corte, a abadessa Catarina foi a Roma requerer do Sumo Pontífice a canonização da mãe, em nome da população do seu país. Alí viveu por cinco anos, interna de um convento onde ficaram registrados sua extrema disciplina, o senso de caridade e a humildade com que tratava os doentes e necessitados.
Catarina, quando voltou para a Suécia, já era portadora de grave enfermidade, talvez pelas horas de duras penitências que praticava. Tinha cinqüenta anos de idade quando faleceu, no dia 24 de março de 1381.
O papa Inocente VIII, confirmou o culto de Santa Catarina da Suécia, em 1484. Mas o seu culto já era muito vigoroso em toda a Europa, uma vez que segundo a população romana ela teria salvado a cidade da inundação do rio Tevere cuja cheia já havia derrubado os diques que o continham.
As intervenções de Maria na História
Um dos aspectos mais específicos da fé cristã é a constatação de que Jesus e Maria vivem e agem de forma concreta na História da Humanidade e na história pessoal de cada um.
Ao longo da História, a Virgem Maria manifestou-se, atendendo às súplicas dos seus filhos, para terminar guerras (Vladimir, Lourdes, Pontmain,...), invasões (Poitiers, Lepante,...), doenças (Lille,...), para curar (Lourdes), para guiar (Fátima, La Salette, Kibeho,...), para reconfortar (Czestochowa, ...), para proteger os seus filhos (Zeitoun, Rue du Bac, ...), para ajudar em nascimentos (Cotignac, ...), para tocar o coração de todos (Civitavecchia, Soufanieh, Siracusa, ...), etc.
Para lhe agradecer esta presença maternal e a certeza da sua ajuda, os cristãos dirigem-se a ela, desde há séculos, dizendo-lhe:
Lembrai-Vos, ó piíssima Virgem Maria,
que nunca se ouviu dizer
que algum daqueles que têm recorrido à Vossa protecção,
implorado o Vosso socorro e invocado o Vosso auxílio,
fosse por Vós desamparado.
Animado eu, pois, com igual confiança, a Vós,
Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro...
Sim, realmente, Maria pode intervir por nós, por cada um de nós, desde que lhe rezemos e que seja para a glória de Deus...
23 de março
São Turíbio de Mongrovejo
Turíbio Alfonso de Mongrovejo nasceu na cidade de Majorca de Campos, Leon, na Espanha, em 1538, no seio de uma família nobre e rica. Estudou em Valadolid, Salamanca e Santiago de Compostela, licenciado em direito e foi membro da Inquisição. Sua vida era pautada pela honestidade e lisura, mas, jamais poderia suspeitar que Deus o chamaria para um grande ministério. Quando então foi nomeado Arcebispo para a América espanhola, pelo Papa Gregório XIII, atendendo um pedido do rei Felipe II, da Espanha, que tinha muita estima por Turíbio.
O mais curioso é que ele teve de receber uma a uma todas as ordens de uma só vez até finalizar com a do sacerdócio, para em 1580, ser consagrado Arcebispo da Cidade dos Reis, chamada depois Lima, atual capital do Peru, aos quarenta anos de idade. Isso ocorreu porque apesar de ser tonsurado, isto é, ter o cabelo cortado como os padres, ainda não pertencia ao clero. E, foi assim que surgiu um dos maiores apóstolos da Igreja, muitas vezes comparado a Santo Ambrósio.
Chegando à América espanhola em 1581, ficou espantado com a miséria espiritual e material em que viviam os índios. Aprendeu sua língua e passou a defendê-los contra os colonizadores, que os exploravam e maltratavam. Era venerado pelos fiéis e considerado um defensor enérgico da justiça, diante dos opressores.
Apoiado pela população, organizou as comunidades de sua diocese e depois reuniu assembléias e sínodos, convocando todos os habitantes para a evangelização. Sob sua direção, foram realizados dez concílios diocesanos e os três provinciais que formaram a estrutura legal da Igreja da América espanhola até o século XX. Inclusive, o Sínodo Provincial de Lima, em 1582, foi comparado ao célebre Concílio de Trento. Conta-se que neste sínodo, com fina ironia, Turíbio desafiou os espanhóis, que se consideravam tão inteligentes, a aprenderem uma nova língua, a dos índios.
Quando enviou um relatório ao rei Felipe II, em 1594, dava conta de que havia percorrido quinze mil quilômetros e administrado o sacramento da crisma a sessenta mil fiéis. Aliás, teve o privilégio e a graça de crismar três peruanos, que depois se tornaram santos da Igreja: Rosa de Lima, Francisco Solano e Martinho de Porres.
Turíbio fundou o primeiro seminário das Américas e pouco antes de morrer doou suas roupas, inclusive as do próprio corpo, aos pobres e aos que o serviram, gesto, que revelou o conteúdo de toda sua vida. Faleceu no dia 23 de março de 1606, na pequena cidade de Sanã, Peru. Foi canonizado em 1726, pelo Papa Bento XIII, que declarou São Turíbio de Mongrovejo "apóstolo e padroeiro do Peru", para ser celebrado no dia do seu trânsito.
22 de março
Santa Léia
Pouco se conhece sobre a vida de Léia, uma rica romana que quando ficou viúva, ainda jovem, recusou um novo casamento, como era o costume da época, para se juntar à Marcela, abadessa de uma comunidade, criada em sua própria residência em Aventino, Roma. O local, depois se tornou um dos mosteiros fundados e dirigidos por Jerônimo, que se tornou santo, doutor da Igreja e bispo de Hipona, na África do Norte, e que viveu também nesse período, na cidade eterna.
Léia recusara ninguém menos que Vécio Agorio Pretestato, cônsul romano designado prefeito da Urbe, que lhe proporcionaria uma vida ainda mais luxuosa, pelo prestigio e privilégios que envolviam aquele cargo. Teria uma vila inteira como moradia e incontáveis criados para atendê-la. Entretanto, Léia preferiu viver numa cela pequena, fria e escura, com simplicidade e dedicada à oração, à caridade e à penitência.
A jovem abandonou os finos vestidos para usar uma roupa tosca de saco rude e fazia questão de realizar as tarefas mais humildes, assumindo uma atitude de escrava para as outras religiosas. Passava noites inteiras em oração e quando fazia obras beneméritas, o fazia escondido, para não chamar a atenção de ninguém e não receber nenhuma recompensa ou reconhecimento pelos seus atos. Por isso, Léia foi eleita Madre superiora, trabalho que exerceu durante o resto de seus dias com alegria, tranqüilidade e a mesma humildade.
Esses poucos dados sobre Léia estão contidos numa carta escrita pelo bispo Jerônimo, quando soube da sua morte, em 384. Curiosamente, ela morreu em Roma, no mesmo ano em que faleceu Vécio, o consul, rejeitado por ela .
Na ocasião dessas mortes, Jerônimo já havia se retirado de Roma para viver solitariamente perto de Belém, depois de ter sido caluniado. Retirou-se para um mosteiro e continuou dirigindo o que havia fundado, na residência romana. Na carta, que ele enviou à essas religiosas, fez um paralelo entre as duas mortes, mostrando que antes o riquíssimo cônsul usava as mais finas vestes púrpuras e agora estava envolto em escuridão, enquanto, Léia, antes vestida de rude roupa de saco, agora vivia na luz e na glória, por ter percorrido o caminho da santidade.
Logo foi venerada pelo povo que trazia Santa Léia, no coração e na memória. Até porque era difícil compreender, mesmo depois de passado tanto tempo, a troca que fizera do posto de primeira dama romana pela de abnegação de monja. Contudo, foi assim que Santa Léia escolheu viver, na entrega total ao Senhor ela encontrou a maneira de alcançar seu lugar ao lado de Deus na eternidade.
21 de março
São Nicolau de Flue
Bruder Klaus nasceu no dia 21 de março de 1417, na Suíça. Oriundo de família pobre, ainda jovem queria ser monge ou eremita. Nesta época não pôde realizar o sonho porque tinha que ajudar os pais nos trabalhos do campo. Mais tarde também não o conseguiu, pois se casou. Felizmente a escolhida era uma moça muito virtuosa e religiosa, chamada Dorotéia, com a qual teve dez filhos. Vários deles se tornaram sacerdotes, e um dos netos, Conrado Scheuber, morreu com o conceito de santidade.
Ainda neste período Klaus não pôde se dedicar totalmente às orações e meditações como queria. Os escritos da época narram que, devido ao seu reconhecido senso de justiça, retidão de consciência e integridade moral, foi convocado a assumir vários cargos públicos, como, juiz, conselheiro e deputado.
Finalmente, aos cinqüenta anos de idade conseguiu a concordância da família e abandonou tudo. Adotou o nome de Nicolau e foi viver numa cabana que ele mesmo construiu, não muito longe de sua casa, mas num local ermo e totalmente abandonado. Tinha por travesseiro uma pedra e como cama uma tábua dura. Naquele local viveu por dezenove anos e há um fato desse período que impressionou no passado e impressiona até hoje. Há provas oficiais de que ele, durante todos esses anos, alimentou-se exclusivamente da Sagrada Comunhão. Entretanto, não conseguia se manter na solidão. Amável e receptivo, não fugia de quem o procurasse. E a pátria precisou dele várias vezes.
Pacificador e inimigo das batalhas, conhecido por seus atos e pela condição de eremita, foi chamado a mediar situações explosivas como a ameaça de guerra contra os austríacos e a eclosão iminente de uma guerra civil. Mas, quando não houve jeito de alcançar a paz no diálogo, ele também não fugiu de assumir seu lugar nos campos de batalha, como soldado e mesmo oficial. Entretanto, seu trabalho na reconciliação entre as partes envolvidas nestas questões de guerra repercutiu muito na população. Nicolau passou a ser venerado pelo povo, que logo o chamou de "Pai da Pátria".
Porém, à qualquer chance que tinha voltava para sua cabana, até ser solicitado novamente. Foi conselheiro espiritual e moral de muita gente, tanto pessoas simples como ocupantes de cargos elevados. Era muito respeitado por católicos e protestantes. Há quase um consenso em seu país de que a Suíça é hoje um país neutro e pacífico, que dificilmente se envolve em guerras ou conflitos internacionais, graças à influência do "Irmão Klaus", como era, e ainda é, carinhosamente chamado por todos os suíços.
Ele morreu no dia 21 de março de 1487, exatos setenta anos do seu nascimento. O corpo de Nicolau está sepultado na Igreja de Sachslen. Beatificado em 1669, foi canonizado pelo Papa Pio XII em 1947. A memória de São Nicolau de Flue é venerada pela Igreja, no dia 21 de março e como herói da pátria, no dia 25 de setembro. Ele é o Santo mais popular da Suíça.
Aparição de Nossa Senhora em
Garabandal na Espanha – 1961.
Onde aconteceu: Na Espanha.
Quando: Em 1961.
A quem: A quatro meninas.
Os fatos: Antes de detalharmos os acontecimentos dessa Aparição julgamos importante fazer as considerações a seguir.
Acreditamos piamente que dois motivos maiores levam Nossa Senhora a manifestar-se na face da terra:
A Glória de Deus e a Salvação das almas. A Santíssima Trindade infinito Amor, Misericórdia e também Justiça envia-nos sua amada Filha, Mãe e Esposa para iluminar o caninho correto para glorificarmos a Deus e salvar nossas almas. E essa ação amorosa e misericordiosa da Mãe de Deus e nossa tem se estendido pelos séculos a fora, nestes 2000 anos.
Para tanto ela vem alertar-nos e orientar-nos naquelas atitudes que não estão de acordo com a santa vontade da Trindade Santíssima.
Apesar de querer a todos junto Dele no paraíso, o Altíssimo sempre respeita o que deu ao homem, sua criatura, nesse caso o livre arbítrio. Ele deu-nos a vida, o mundo e tudo o que nele existe, seu amado Filho unigênito e seu inimaginável sofrimento, sua também amada Filha com suas indivisíveis dores, os profetas, a Igreja, os Anjos, os Santos, a Sagrada Escritura, sua presença viva na Eucaristia, os Mandamentos, os Sacramentos, a oração maior da Santa Missa, o Sacerdócio, o Santo Rosário, a Via Sacra, o Santo Sudário, o milagre de Lanciano para atestar cientificamente a ciência de Sua presença viva e real na Santíssima Eucaristia em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, o manto de Guadalupe e ainda periodicamente por todo o mundo, a presença visual da Santíssima Virgem Maria.
Que Deus! Que Pai! Quanto Amor! E mesmo assim não força-nos a nada, perdoando-nos constantemente no Sacramento da Reconciliação. Além de todo esse manancial de misericórdia, na grande maioria das Aparições da Rainha do Céu e da terra faz jorrar prodígios e sinais fenomenais vistos e até fotografados por milhares de pessoas.
E ainda, existem filhos ingratos que reclamam do Pai celestial, por não enxergarem nada do plano espiritual... Como irão ver, pois vivem como avestruzes, com a cabeça enterrada na terra, só buscando as coisas materiais? Por que escrevemos tudo isto neste momento? Para mostrar o quanto é grande a ingratidão dos homens! para com seu Deus Verdadeiro.
Voltando-nos agora especificamente para Garabandal, reafirmamos que todas as Aparições de Nossa Senhora são importantíssimas, porém esta, nós permitimos dizer, é vital. A seguir, com certeza, todos entenderão o porquê.
O profeta Amós no capitulo três, versículo sete, deixa-nos bastante claro um dos importantes propósitos da presença da Santíssima Virgem em Garabandal:
“Porque o Senhor Javé nada faz sem revelar seu segredo aos profetas, seus servos”.
Como acontece na grande maioria das Aparições os locais onde a Mãe de Deus se manifesta dificilmente estão nos mapas, pois tratam-se de pequenos povoados distantes dos grandes centros e principalmente escondidos em montanhas e cordilheiras íngremes de trabalho acesso.
Seus habitantes, são pessoas simples, pobres e que sobrevivem com dificuldade dos poucos recursos que conseguem obter de suas colheitas e animais. Porém, normalmente é gente de fé e oração, muita fé.
Entendemos com isso que Deus está mostrando o quanto ama e valoriza os humildes e a simplicidade.
Coerente, e não poderia ser diferente, com o Santo Evangelho, pois Nosso Senhor Jesus CRISTO não nasceu, não viveu, nem dirigiu-se aos palácios, mas aos campos, aos povoados e sofredores.
Em 1961, Garabandal era tudo isso, um aglomerado de aproximadamente 80 casas de pedra e 300 moradores, encravada em meio a uma grande cordilheira no norte da Espanha, também chamada montanhas cantábricas, pela proximidade do mar Cantábrico. A cidade próxima mais conhecida era Santander, no Golfo de Gasconha, distante aproximadamente 100 quilômetros.
Esse paupérrimo povoado, despido de todos os confortos da civilização, recebia energia elétrica apenas por algumas horas, e toda alimentação chegava transportada por animais, desde a sede do município, chamada Cosio. Inclusive o padre e o médico tinham grande dificuldade para lá chegar.
Porém, chamava atenção como reuniam-se diariamente, homens, mulheres e crianças, para rezar. Suas orações prediletas eram as ladainhas, o terço e a Via Sacra.
A primeira manifestação do Céus que se tem notícia ocorreu em 18 de junho de 1961 (domingo), no fim da tarde, quando quatro meninas terminavam de fazer uma peraltice inerente as suas idades, pois colhiam maçãs no pomar do vizinho. Eram elas:
__ Maria Concepción González (Conchita) de 12 anos, órfão de pai;
__ Jacinta González, 12 anos;
__ Maria Dolores Mazón (Loli), 12 anos;
__ Maria Cruz González Garrido, 11 anos;
Depois de cederem a tentação de pegar as frutas, mostravam-se todas com remorso, comentando que seus Anjos da Guarda deviam estar muito tristes. Nesse instante, apesar do céu estar limpo, sem nuvens, soou um forte e estranho trovão.
Uma delas comentou que o demônio devia estar contente, e então passaram a jogar pedras a escura, para espantar o maligno.
Em seguida, conta Conchita, “apareceu-me um figura muito bonita envolta numa luminosidade que não me feria a vista”. Ato contínuo entrou em estado de êxtase, sua cabeça voltou-se para trás e fixou os olhos no céu.
As outras três ficaram assustadas ao vê-la naquela situação, quando iam chamar sua mãe, olharam para onde Conchita mostrava, e gritavam: O Anjo!!! Nesse instante todas as quatro meninas ficaram em profundo, silencioso e contemplativo êxtase. A manifestação silenciosa do Anjo durou cerca de meia hora.
Esse fato foi presenciado e testemunhado por um morador do local, João Alvarez Seco (guarda civil), que relatava a ocorrência muito impressionado, afirmando que aquilo era muito estranho.
Em muitas Aparições de Nossa Senhora, os Anjos antecedem como uma preparação. Em Fátima foi assim, primeiro manifestou-se o Anjo de Portugal.
A primeira Aparição da Mãe de Deus aconteceu um torno das 18 horas de um domingo, 02/julho/1961, enquanto as meninas caminhavam rezando o terço, dirigindo-se ao local da visão do Anjo, já acompanhadas por uma pequena multidão de devotos e curiosos.
A Rainha do Céu e da terra apareceu entre dois Anjos, um deles era São Miguel que já tinha se revelado e conversava com as meninas há duas semanas; o outro não revelou o nome. Quem sabe São Gabriel ou São Rafael, pois a Santíssima Virgem em outros locais pelo mundo já se manifestava entre dois Arcanjos. Visualmente, segundo as meninas, eram idênticas.
A Virgem Santíssima denominou-se Nossa Senhora do Monte Carmelo avalizando assim o fato de comemorarmos em 16 de julho, Nossa Senhora do Carmo.
Resumindo esta impressionante Aparição que durou quatro anos (1961 a 1965) e que teve mais de 1000 manifestações do Céus, precisamos divulgar as três profecias mais importantes e longas reveladas por nossa Mãe Celestial em uma Aparição, e que felizmente tem alertado a milhões de pessoas em todo o mundo, no últimos quarenta e dois anos.
Transcrevemos na integra as palavras de um sacerdote Jesuíta, Pe. Richard Foley, em uma de suas conferencias sobre Garabandal:
Três bombas de tempo foram acionadas em Garabandal, desde 1961. São bombas de tempo de uma espécie muito especial e sagrada, pois pertencem ao mundo sobrenatural da profecia; isso significa que elas concentram o nosso olhar em eventos divinos ainda escondidos no futuro.
Nós tomamos conhecimento desses três acontecimentos pro intermédio da própria Rainha dos profetas; eles são comumente denominados de o Aviso, o Milagre e o Castigo.
Assim sendo, já por mais de trinta anos agora, esse trio de profecias “bombas de tempo”, já acionadas, tem funcionado inexoravelmente, de forma regular e constante, na pequena e adormecida vila montanhosa. Cada segundo que se passa aproxima essas “bombas” de seus respectivos instantes finais, quando serão detonadas, acarretando terríveis resultados para o mundo inteiro, tanto no que será visto quanto no que será ouvido.
O AVISO – A primeira dessas três “bombas de tempo” é o Aviso.
Dele podemos dizer que jamais, desde a própria Encarnação, o Deus da Providência interveio tão dramaticamente, tão compassivamente e, também, tão universalmente na história da humanidade.
Nossa Senhora do Monte Carmelo de Garabandal nos assegura que o Aviso irá trazer, para cada ser humano que se encontrar vivo, na terra, naquele preciso instante, uma dádiva do Céus verdadeiramente prodigiosa, uma “negra-graça”. Virá como uma brilhante iluminação da consciência.
Tal fato nos tornará capazes de ver o nosso “eu” pecador como ele verdadeiramente é visto por Deus, e de reformá-lo, de acordo com o que vimos.
Para todos, sem exceção, essa experiência será um momento de verdade e, sem qualquer dúvida, também causará um grande choque, mas muito salutar.
Olhando para a divina luz que ensombra o panorama pecaminoso do nosso próprio íntimo, nós infalivelmente conseguiremos, como nunca antes, sentir a mais sincera contrição unida a uma espécie de aversão pelo pecado e a um fervente compromisso de evitá-lo no futuro.
Então, claramente, a “bomba de tempo” denominada Aviso está calculada para produzir uma explosão de santidade, em escala nada menos que global.
Será algo, inclusive, que poderá ser comparado a um Pentecostes planetário.
Certamente, algumas pessoas irão mostrar um coração suficientemente duro e serão cínicas o bastante para resistirem a essa jóia de graça. Podemos ir até mais adiante, supondo que alguns, entre aqueles que operam resistência, irão, inclusive, tentar racionalizar e considerar todo o Aviso como sendo uma alucinação coletiva, ou pan-fantasia, ou pseudo-conscientização... ou qualquer outra coisa do gênero. Podemos estar certos de que os jargões psicológicos serão enriquecidos com alguns bizarros neologismos.
No entanto, para a maioria das pessoas, o Aviso será, certamente, e de várias maneiras uma prova equivalente ao que foi a experiência da Estrada de Damasco.
O MILAGRE – A segunda “bomba de tempo”, já ativada e pulsando, segundo a segundo, em Garabandal, é o Milagre.
Ele terá lugar, de acordo com o que informam as videntes, dentro dos doze meses que se seguirão no Aviso; Em termos matemáticos, isso significa que poderá acontecer de 1 a 364 dias após. O fato se dará em Garabandal, às 20:30 hs de uma quinta feira, Festa de um santo Mártir da Eucaristia.
Qual forma terá esse Milagre?
Nós, realmente, não temos idéia, além do que Conchita nos conta: será assombroso! Segundo o que lhe foi dito nas aparições, irá ser o maior milagre já realizado por nosso Deus.
Seja como for, essa “bomba de tempo”, em particular, que exibirá um espetáculo nas montanhas escarpadas e ali deixará os seus efeitos, será um milagre incontavelmente maior do que aquele que aconteceu em Fátima, na última aparição.
E esse milagre de Garabandal está destinado a produzir uma explosão espiritual de inimagináveis proporções no mundo inteiro. Ele atuará, em muitos milhões de seres humanos, como um sensacional e virtualmente irresistível sina da presença e do poder de Deus, um sinal sagrado da Sua compaixão e da Sua amorosa bondade.
Ainda que somente aqueles que, naquele momento estiverem em um ponto de onde alcancem com a vista os pinheiros de Garabanal, possam ser, na verdade, testemunhas do Milagre, este será filmado por numerosas câmeras de televisão e exibido em milhões de telas aparelhos de tv, pelo mundo todo.
Podemos,razoavelmente, presumir que a maior parte dos espectadores de televisão, por toda a parte, irá arriscar um olhar um tanto tímido para a sua telinha, um pouco envergonhado por se sentir fazendo parte daquele grupo que crê em Garabandal; somente o fará, porém, no caso de, afinal de contas, poder existir algo de sério naquelas profecias malucas divulgadas por uma certa jovem atualmente uma mãe de família em Nova York, Conchita González Keena.
Ligado a profecia do Milagre e devendo segui-lo de imediato, um outro prodígio deverá acontecer. Nós o chamamos de Sinal. Ele aparecerá sobre os pinus (pinheiros) e ali permanecerá para sempre, indestrutível, testemunhando as aparições. Uma extraordinária e impressionante demonstração do poder de Deus e de seu amor redentor.
O CASTIGO – Temos, finalmente, de considerar a terceira “bomba de tempo” que caminha, passo a passo, para a sua explosão em Garabandal. Ela é denominada Castigo.
A sua função será a de punir o nosso mundo ingrato e pecador, caso ele não responda de forma correta ás graças que fluirão do Aviso e do Milagre.
Assim sendo, essa profética “bomba de tempo” possui uma chave de desligamento automático na estrutura de seu mecanismo. Em outras palavras, o Castigo será condicionado à forma como reagirá a raça humana, após receber as duas gigantescas explosões de graça que o precederão.
Conchita e as outras videntes de Garabandal mostraram, realmente, um vilumbre que será o Castigo, e elas se encontraram tomadas por verdadeiro terror. Faltam palavras para descrever a extensão e o nível das punições que Deus enviará para o mundo se esse persistir em sua pecaminosa e gritante ingratidão.
O que está previsto para o Castigo combina com o que Nossa Senhora preveniu em Fátima. Se Deus quiser, bastantes preces e sacrifícios de nossa parte irão ajudar a segurar a mão da Justiça Divina, e persuadirão essa mesma mão a desligar a terceira e terrível “bomba de tempo”.
1. Vejamos o que diz o Evangelho de São João: “E ele, quando vier, convencerá o mundo quanto ao pecado, e à justiça, e ao juízo”. Quanto ao pecado, porque não creram em mim; quanto a justiça porque vou para o Pai, e vós não me vereis mais, e quanto ao juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado. Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas vós não as podeis compreender agora. Quando vier, porém, aquele Espírito de verdade, ele vos ensinará toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e anunciar-vos-á as coisas que estão para vir. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará. Tudo o que o Pai tem (também) é meu. Por isso eu vos disse que ele receberá do que é meu, e vo-lo anunciará. (Jo16, 8-15)
Portanto, mais uma vez constatamos que as profecias reveladas nas aparições de caráter universal, ou seja, aplicadas a toda humanidade, estão no Santo Evangelho.
2. A conversão de São Paulo
Um outro sacerdote, estudioso de Garabandal e amigo das videntes, Pe. Ensélvio Garcia de Pesquera, fez um resumo por tópicos do Aviso:
a) Será de caráter terrivelmente aflitivo e impressionante;
b) Terá uma dimensão universal, ou seja, alcançará a todos, um todas as partes;
c) Veremos que é coisa do Céus, o que impedirá os homens de fazerem qualquer coisa que não seja implorar a misericórdia de Deus;
d) Virá com uma finalidade de salvação, para que os bons se aproximem mais de Deus e os maus tomem a sério a necessidade de se emendarem;
e) Ele virá, sem duvida, é virá antes do Milagre; ninguém, porém, sabe o dia e a hora;
f) Sua hora, provavelmente, será uma hora de misteriosas trevas;
g) Nessa hora não haverá outro refugio e consolo que não seja a oração.
Ainda sobre o importante Aviso, disse Jacinta, outra das videntes, em fevereiro de 1978, a revista norte-americana “Needles”:
“O Aviso será de duração muito curta, apenas de minutos, mas esse pouco tempo se fará tremendamente comprido pela dor que nos causará. Virá sobre nós como um fogo do Céu, que repercutirá profundamente no interior de cada um. A sua luz veremos, com toda a alegria, o estado da nossa própria consciência, viveremos aquilo que é perder a Deus, sentiremos a ação purificadora de uma chama abrasadora. Em poucas palavras, será como passar pelo Juízo Particular já em vida, dentro da intimidade de cada um”.
Essa purificação do Aviso será necessário para nos deixar “em forma diante do Milagre. De outro modo, não conseguiríamos resistir à sobre humana e maravilhosíssima experiência que iremos ter do Milagre”.
Lembramos que os pecadores dos quais nos arrependemos e confessamos não nos serão dolorosamente apresentados no momento do Aviso purificador. Portanto, é muito importante nos mantermos em dia também com o Sacramento da Reconciliação com nosso amado Deus.
Muitíssimo mais se poderia contar sobre Garabandal, porém acreditamos que o cerne de tão profética manifestação foi aqui apresentado.
Outras considerações sobre Garabandal:
__ Dentre muitos fenômenos místicos que acompanham as verdadeiras Aparições de Nossa Senhora, citamos o fato testemunhado por centenas de pessoas, quando as meninas, de joelhos, em êxtase, recebiam a Sagrada Comunhão diretamente dos Céus, pois as Eucaristias materializavam-se no ar e vinham diretamente em suas bocas, sobre suas línguas, para espanto de todos os presentes;
__ As pequenas videntes também deslocavam-se, quando em êxtase, com grande rapidez, parecendo levitar, e ninguém conseguia acompanhá-las em seus percursos;
__ Nas Aparições que ocorriam no forte do inverno, com temperaturas negativas e chuva as meninas, não eram incomodadas pelo frio, nem pela lama, pois quando terminava o êxtase mostravam-se aquecidas, rosadas e sem nenhum sinal de sujeira nos pés, joelhos e pernas, apesar de terem estado ajoelhadas em meio a chuva;
__ Os santos Padre Pio de Pietrelcina e Madre Teresa de Calcutá eram divulgadores e defensores dessa magnífica obra de Deus. Pe. Pio inclusive trocava correspondência com as meninas, para encorajá-las durante as perseguições que sofreram; e foram terríveis.
__ Um dos Sacerdotes enviados pelo Vaticano para investigar os fatos, afirmava que iria lá para desmascarar a farsa.
Durante uma das Aparições da Santíssima Virgem para as meninas, ficou bem próximo delas para identificar a fraude. Qual não foi a surpresa dele, quando Nossa Senhora mostrou-se também a ele, por breve segundos... Ficou tão emocionado, em estado de grande euforia, que mesmo sendo um jovem padre, morreu do coração na viagem de retorno, em conseqüência da fortíssima emoção;
__ Em 21/01/1966, Sua Santidade, o Papa Paulo VI, dando vazão a sua certeza sobre a veracidade de Garabandal, e antecipando-se a palavra final do Santo Oficio, recebeu a menina Conchita, então com apenas 15 anos, e disse-lhe:
“Conchita, eu te abençôo; e comigo, te abençoará toda a Igreja!” Anteriormente já tinha afirmado: “Garabandal é a mais bela história da humanidade, depois do nascimento de Jesus Cristo. É a segunda vida da Santíssima Virgem nesta terra. É importantíssimo dar a conhecer ao mundo estas mensagens”.
Critérios de discernimento das aparições e revelações
Normas que regem os factos posteriores a 1980 (tendo suscitado a consulta de pesquisas anteriores, como a de Bonate ou a de Garabandal, por exemplo), estabelecidas pela Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 1974-1978.
Nota preliminar
da origem e do carácter destas normas:
Aquando da Congregação Plenária anual, em Novembro de 1974, os Padres desta Sagrada Congregação estudaram os problemas relativos às presumíveis aparições e revelações, com as consequências que, normalmente, delas advêm, e chegaram às seguintes conclusões:
Hoje, mais que antigamente, a notícia destas aparições espalha-se com maior rapidez entre os fiéis, através dos meios de informação (“mass media”);
Por outro lado, a maior mobilidade possibilita peregrinações mais frequentes.
Assim, também a autoridade eclesiástica é levada a reflectir sobre este tema. É preciso notar que, com os actuais meios de conhecimento, as contribuições científicas e a exigência de uma crítica rigorosa, se torna mais difícil, quando não impossível, chegar tão rápido como antes a juízos como os que antes concluíam os inquéritos nesta matéria (“sobrenaturalidade constatada”, “sobrenaturalidade não constatada”); e, por isso, não é tão fácil autorizar ou proibir um culto público ou qualquer outra forma e devoção dos fiéis.
Por estas razões, para que a devoção suscitada nos fiéis por este género de factos possa manifestar-se como um serviço em plena comunhão com a Igreja, e dar fruto, e para que a Igreja possa discernir ulteriormente a verdadeira natureza dos factos, os Padres estimaram que se proceda, nesta matéria, do modo que agora segue.
Para que a Autoridade Eclesiástica possa ter mais certezas sobre esta ou aquela aparição ou revelação, procederá da seguinte forma:
em primeiro lugar, julgar segundo os critérios positivos e negativos (cf. Infra, n.1);
depois, se esta apreciação for favorável, permitir algumas manifestações públicas de culto ou de devoção, continuando a investigar os factos com extrema prudência (o que equivale à fórmula: “por agora, nada obsta”);
finalmente, passado algum tempo e à luz da experiência (a partir do estudo particular dos frutos espirituais da nova devoção), julgar da autenticidade do carácter sobrenatural, se o caso assim o requer.
I. Critérios de juízo, pelo menos da ordem da probabilidade, da natureza destas presumíveis aparições e revelações:
Critérios positivos:
no que respeita às revelações, conformidade com a doutrina teológica e veracidade espiritual, isenção de erro, uma sã devoção e frutos espirituais em constante progresso (sobretudo espírito de oração, conversões, testemunhos de caridade, etc.)
Critérios negativos:
uma procura evidente do lucro relacionada com os acontecimentos: actos imorais cometidos pelo sujeito, ou pelos seus próximos, durante os factos;
problemas psíquicos ou tendências psicopáticas no sujeito que possam influir no facto dito sobrenatural, ou psicoses, histeria colectiva ou outros factores semelhantes.
É importante considerar estes critérios, tanto os positivos como os negativos, como normas indicativas e não como argumentos definitivos, e estudá-los de forma plural, na relação que mantêm uns com os outros.
II. Da intervenção da Autoridade local competente
Uma vez que, quando se dá um facto dito sobrenatural, surge de forma quase espontânea nos fiéis um culto ou qualquer outra forma de devoção, a Autoridade eclesiástica competente tem o dever de se informar, o mais rápido possível, e de proceder a uma investigação diligente.
Frente ao legítimo pedido dos fiéis (desde que estejam em comunhão com o seu pastor e não movidos por um espírito sectário), a Autoridade eclesiástica competente pode intervir para autorizar e promover diversas formas de culto e de devoção se, depois de aplicados os critérios aqui enunciados, nada se opõe.
Procure-se, no entanto, que os fiéis não ajam condicionados por uma aprovação eclesiástica do carácter sobrenatural do facto (cf. Supra, nota preliminar).
Dado o seu papel doutrinal e pastoral, a Autoridade eclesiástica competente pode intervir imediatamente por sua própria iniciativa, e deve fazê-lo em circunstâncias graves, por exemplo, quando se trate de corrigir ou de prevenir abusos no exercício do culto ou da devoção, de condenar doutrinas erróneas, de evitar os perigos de um falso misticismo, etc.
Nos casos duvidosos, em que não se veja qualquer benefício para a Igreja, a Autoridade eclesiástica competente abster-se-á de todo juízo e de toda acção directa (até porque pode acontecer que, ao fim de algum tempo, o facto dito sobrenatural seja esquecido); que não deixe de estar vigilante, de maneira a poder intervir com celeridade e prudência, se for necessário.
III. Outras Autoridades habilitadas para intervir
É ao responsável do lugar onde se deram os factos a quem cabe, em primeiro lugar, inquirir e intervir.
Mas a Conferência episcopal regional ou nacional pode ser levada a intervir: se o delegado local, depois de cumpridas as obrigações que lhe incumbem, recorrer à Conferência para analisar com ela os acontecimentos.
O Colégio apostólico pode intervir, seja a pedido do próprio delegado, seja a pedido de um grupo qualificado de fiéis, de acordo com o direito imediato de jurisdição universal do Soberano Pontífice (cf. Infra, IV).
IV. Da intervenção da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé
Intervenções da Sagrada Congregação:
A intervenção da Sagrada Congregação pode ser requerida, quer pelo delegado local, depois de cumpridas as obrigações que lhe incumbem, quer por um grupo qualificado de fiéis. Neste caso, velar-se-á para que o recurso à Sagrada Congregação não seja motivado por razões suspeitas (por exemplo, a vontade de levar, de uma ou outra maneira, a que o delegado altere a sua decisão legítima, ou de tentar ratificar a cisão sectária de um grupo, etc.)
Cabe à Sagrada Congregação intervir, por sua própria iniciativa, nos casos graves, sobretudo quando o facto afecta grande parte da Igreja; mas o delegado será sempre consultado, bem como a Conferência episcopal, quando se julgue conveniente.
Cabe à Sagrada Congregação discernir e aprovar o modo de actuação do delegado, ou, se se julga conveniente, proceder a um novo exame dos factos distinto do do delegado; este novo exame dos factos será realizado, quer pela própria S. Congregação, quer por uma comissão especialmente instituída para o efeito.
As presentes normas, definidas na Congregação plenária desta Sagrada Congregação, foram aprovadas pelo Soberano Pontífice, o Papa Paulo VI, a 24 de Fevereiro de 1978.
fonte(Em Roma, Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 27 de Fevereiro de 1978. François, cardeal Seper, Prefeito Fr. Jerôme Hamer, o.p., secretário)
20 de março
Santa Maria Josefina do Coração de Jesus Sancho de Guerra
Maria Josefina era a primogênita de Barnabé Sancho, serralheiro, e de Petra de Guerra, doméstica. Nasceu em Vitória, Espanha, no dia 07 de setembro de 1842, tendo recebido o batismo no dia seguinte. Ficou órfã de pai muito cedo e foi sua mãe que a preparou para a Primeira Comunhão, recebida aos dez anos. Completou a sua formação e educação em Madri na casa de alguns parentes, e desde muito cedo começou a demonstrar uma grande devoção à Eucaristia e a Nossa Senhora, uma forte sensibilidade em relação aos pobres e aos doentes e uma inclinação para a vida interior.
Regressou a Vitória aos dezoito anos e logo manifestou à sua mãe o desejo de entrar num mosteiro, pois se sentia atraída pela vida de clausura. Mais tarde, costumava dizer: "Nasci com a vocação religiosa". Foi assim que decidiu entrar no Instituto Servas de Maria, recentemente fundado em Madri por madre Soledade Torres Acosta. Com a aproximação da época de fazer sua profissão de fé, foi assaltada por graves dúvidas e incertezas sobre sua efetiva chamada para aquele Instituto. Admitiu essa disposição à vários confessores, chegando até a dizer que tinha se enganado quanto à própria vocação.
Mas, os constantes contatos com o arcebispo de Saragoça, futuro Santo, Antônio Maria Claret e as conversas serenas com madre Soledade Torres Acosta, amadureceram nela a possibilidade de fundar uma nova família religiosa, que se dedicasse aos doentes, em casa ou nos hospitais. E foi assim que aos vinte e nove anos ela fundou o Instituto das Servas de Jesus, na cidade de Bilbao, em 1871.
Depois por quarenta e um anos, foi a superiora do Instituto. Acometida por uma longa e grave enfermidade que a mantinha ou no leito ou numa poltrona, sofreu muito antes de seu transito, sem contudo deixar sua atividade de lado. Através de uma intensa e expressa correspondência, solidificou as bases dessa nova família. No momento da sua morte, em 20 de março de 1912, havia milhares de religiosas, espalhadas por quarenta e três casas. A sua morte foi muito sentida em toda a região e o seu funeral teve uma grande manifestação de pesar. Os seus restos mortais foram trasladados para a Casa-Mãe, em Bilbao, onde ainda se encontram.
Os pontos centrais da espiritualidade de madre Maria Josefina podem definir-se como: um grande amor à Eucaristia e ao Sagrado Coração de Jesus; uma profunda adoração do mistério da Redenção e uma íntima participação nas dores de Cristo e na Sua Cruz; e a completa dedicação ao serviço dos doentes, num contexto de espírito contemplativo.
O seu carisma de serviço aos enfermos ficou bem claro nas palavras por ela escritas: "Desta maneira, as funções materiais do nosso Instituto, destinadas a salvaguardar a saúde corporal do nosso próximo, elevam-se a uma grande altura e fazem a nossa vida ativa mais perfeita que a contemplativa, como ensinou o Doutor angélico, São Tomás d'Aquino que falou dos trabalhos dirigidos à saúde da alma, que vêm da contemplação" (Directorio de Asistencias de la Congregación Religiosa Siervas de Jesús de la Caridad, Vitória 1930, pág. 9).
É com este espírito, que as Servas de Jesus têm vivido desde a morte de Santa Maria Josefina. O serviço dos doentes tornou-se, assim, a oblação generosa das suas vidas, seguindo o exemplo da sua Fundadora. Hoje espalhadas pela Europa, América Latina e Ásia, as Servas procuram dar pão aos famintos, acolher os doentes e outros necessitados, criar centros para pessoas idosas, desenvolvendo sempre a pastoral da saúde e outras obras de caridade. Elas também estão presentes em Portugal.
A causa da canonização de madre Maria Josefina começou em 1951; foi solenemente beatificada pelo Papa João Paulo II em 1992 e depois canonizada em 01 de Outubro de 2000, pelo mesmo pontífice, em Roma.
19 de março
São José
São raros os dados sobre as origens, a infância e a juventude de José, o humilde carpinteiro de Nazaré, pai terrestre e adotivo de Jesus Cristo, e esposo da Virgem de todas as virgens, Maria. Sabemos apenas que era descendente da casa de David. Mas, a parte de sua vida da qual temos todo o conhecimento basta para que sua canonização seja justificada. José é, praticamente, o último elo de ligação entre o Velho e o Novo Testamento, o derradeiro patriarca que recebeu a comunicação de Deus vivo, através do caminho simples dos sonhos. Sobretudo escutou a palavra de Deus vivo. Escutando no silêncio.
Nas Sagradas Escrituras não há uma palavra sequer pronunciada por José. Mas, sua missão na História da Salvação Humana é das mais importantes: dar um nome a Jesus e fazê-lo descendente de David, necessário para que as profecias se cumprissem. Por isso, na Igreja, José recebeu o título de "homem justo". A palavra "justo" recorda a sua retidão moral, a sua sincera adesão ao exercício da lei e a sua atitude de abertura total à vontade do Pai celestial. Também nos momentos difíceis e às vezes dramáticos, o humilde carpinteiro de Nazaré nunca arrogou para si mesmo o direito de pôr em discussão o projeto de Deus. Esperou a chamada do Senhor e em silêncio respeitou o mistério, deixando-se orientar pelo Altíssimo.
Quando recebeu a tarefa, cumpriu-a com dócil responsabilidade: escutou solícito o anjo, quando se tratou de tomar como esposa a Virgem de Nazaré, na fuga para o Egito e no regresso para Israel (Mt 1 e 2, 18-25 e13-23). Com poucos mas significativos traços, os evangelistas o descreveram como cuidadoso guardião de Jesus, esposo atento e fiel, que exerceu a autoridade familiar numa constante atitude de serviço. As Sagradas Escrituras nada mais nos dizem sobre ele, mas neste silêncio está encerrado o próprio estilo da sua missão: uma existência vivida no anonimato de todos os dias, mas com uma fé segura na Providência.
Somente uma fé profunda poderia fazer com que alguém se mostrasse tão disponível à vontade de Deus. José amou, acreditou, confiou em Deus e no Messias, com toda sua esperança. Apesar da grande importância de José na vida de Jesus Cristo não há referências da data de sua morte. Os teólogos acreditam que José tenha morrido três anos antes da crucificação de Jesus, ou seja quanto Ele tinha trinta anos.
Por isso, hoje é dia de festa para a Fé. O culto a São José começou no Egito, passando mais tarde para o Ocidente, onde hoje alcança grande popularidade. Em 1870, o Papa Pio IX o proclamou São José, padroeiro universal da Igreja e, a partir de então, passou a ser venerado no dia 19 de março. Porém, em 1955, o Papa Pio XII fixou também, o dia primeiro de maio para celebrar São José, o trabalhador. Enquanto, o Papa João XXIII, inseriu o nome de São José no Cânone romano, durante o seu pontificado.
18 de março
São Cirilo de Jerusalém
Desde o início dos tempos cristãos a heresia se infiltrara na Igreja, mas, foi no século IV, que ocorreram as do arianismo e do nestorianismo causando profundas divisões. Cirilo viveu nesse período em Jerusalém, perto de onde nascera em 315, de pais cristãos e bem situados financeiramente. Muito preparado, desde a infância, nas Sagradas Escrituras e nas matérias humanísticas, em 345, foi ordenado sacerdote.
Em 348, foi consagrado, bispo de Jerusalém. Ocupou o cargo durante aproximadamente trinta e cinco anos, dezesseis dos quais passou no exílio, em três ocasiões diferentes. A primeira porque o bispo Acácio, de grande influencia na Igreja, cuja obra foi citada por São Jerônimo, acusou Cirilo de heresia. A segunda por ordem do imperador Constâncio que entendeu ser Cirílo realmente um simpatizante dos hereges, mas em sua defesa atuaram os bispos, Atanásio e Hilário, ambos Padres da Igreja assim como o próprio bispo Cirilo o é. A terceira, foi a mais longa , porque o imperador Valente, este sim herege, decidiu mandar de volta ao exílio todos os bispos anistiados, fato que fez Cirilo peregrinar durante onze anos, por várias cidades da Ásia, até a morte do soberano, em 378.
O seu trabalho, entretanto resistiu a tudo e chegou até nossos dias e especialmente porque ele sabia ensinar o Evangelho, como poucos. Em sua cidade, logo que se tornou sacerdote e no início do episcopado era o responsável por preparar os catecúmenos, isto é, os adultos que se convertiam e iriam ser batizados. Foi nesse período que escreveu dezoito discursos catequéticos, um sermão, a carta ao imperador Constantino e outros pequenos fragmentos. Treze escritos eram dedicados à exposição geral da doutrina e cinco dedicados ao comentário dos ritos Sacramentais da iniciação cristã . Assim, seus escritos explicam detalhadamente os "como" e os "porquês" de cada oração, do batismo, da crisma, da penitência, dos sacramentos e dos mistérios do Cristianismo, ditos dogmas da Igreja..
Cirilo também soube viver a religião na prática. Numa época de grande carestia, por exemplo, não hesitou em vender valiosos vasos litúrgicos e outras preciosidades eclesiásticas, para matar a fome dos pobres da cidade. Ele morreu no ano 386.
Desde o início de sua vida religiosa, Cirilo cujo caráter era afável e suave, sempre preferiu a catequese aos assuntos polêmicos, chegando quase a se comprometer com os arianos e semi-arianos. Porém, de maneira contundente aderiu à doutrina ortodoxa da Igreja no III Concílio ecumênico de Constantinopla, em 382, no qual ficou clara sua sempre fiel postura à Santa Sé e à Verdade de Cristo. Nessa oportunidade teve em seu favor a eloqüência das vozes dos sinceros bispos e amigos, Atanásio e Hilário, que o chamaram "valente lutador para defender a Igreja dos hereges que negam as verdades de nossa religião".
Sua canonização demorou porque, durante muito tempo, seu pensamento teológico foi considerado vascilante, como dizem os registros. Em 1882, o Papa Leão XIII, na solenidade em que instituiu sua veneração, honrou São Cirilo de Jerusalém, com os títulos de doutor da Igreja e príncipe dos catequistas católicos.
Aparição de Nossa Senhora em Naju
e o MILAGRE EUCARÍSTICO
1985 – Coréia do Sul.
Onde aconteceu: Na Coréia do Sul.
Quando: Em 1985.
A quem: A Júlia Kim.
Os fatos: A Coréia do Sul foi formada em 1948, pela aprovação da Constituição Federal do Governo da Republica. Entretanto, de 1950 a 1953 enfrentou uma terrível e cruel guerra com a Coréia do Norte, uma abominável luta entre irmãos em busca do poder, que trouxe conseqüências desastrosas a população, barbaramente atacada e morta, causando luto e miséria em todo país.
Hoje a Coréia do Sul possui mais de 45 milhões de habitantes, numa faixa de terra menor que o Estado de Sergipe. E por causa da grande industrialização, aproximadamente 85% da população é urbana. Seul é a capital e possui mais de 10 milhões de habitantes.
Esta crescente industrialização forçou o povo a estudar e aprender, a se preocupar com a instrução, numa busca incessante pela melhoria dos conhecimentos, em virtude do mercado ter crescido e ter-se tornado mais exigente e competitivo, só vencendo quem estivesse em condições de acompanhar a evolução, aperfeiçoando seus conhecimentos através de cursos técnicos e de especialização.
Esta preocupação obstinada pelo crescimento material, pelo pão farto de cada dia, não foi acompanhada pela necessária e imprescindível evolução espiritual, que dá equilíbrio e completa a existência das pessoas, fazendo com que tenham presente o valor da vida: como matéria e como espírito. Este fato refletiu diretamente no povo, mostrando que 80% da população coreana não tem qualquer tipo de religião, são ateus. Dos 20% restantes, aproximadamente 12,5% professam o budismo e 7,5% as demais crenças religiosas. O cristianismo católico não alcança 2%, ou seja, não atinge 1 milhão de cristãos católicos romanos.
MATERIALISMO E DESCRENÇA.
Esta realidade facilitou o crescimento da heresia e primordialmente das perseguições aos cristãos, objetivando exterminá-los, porque segundo o pensamento da maioria: “Os cristãos são fanáticos que impõe um método de vida inaceitável, que cerceia a liberdade"... Também não acreditam e combatem os ensinamentos dos cristãos, o mistério que acontece na Santa Missa, e não aceitam a verdade de que DEUS está presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, na Hóstia e no Vinho Consagrados, dizendo tratar-se de "invenção diabólica" para "lavar a mente dos sectários".
Dessa forma, como acontecia em outras partes do mundo, a pressão contra a doutrina e a verdade cristã era muito grande, verdadeiramente insuportável. Por isso mesmo, a história universal guarda uma quantidade admirável de mártires coreanos, homens e mulheres que heroicamente souberam manter a fé cristã e foram mortos, regando com o seu sangue a terra de seu país, atraindo a misericórdia Divina sobre aqueles que permaneciam fieis ao SENHOR.
Na pequena cidade de Naju, no sudoeste da Coréia, desde 30 de Junho de 1985, acontecem manifestações sobrenaturais que tem deixado o mundo inteiro maravilhado com a grandeza do ardor Divino em provar a Verdade Cristã e mostrar, sobretudo, através de NOSSA SENHORA, que ELE ama cada um de seus filhos de modo especial e quer o nosso retorno a Fé e ao amor.
Para esta missão Divina, o SENHOR escolheu um instrumento humano, a senhora Júlia Kim, para ser a sua interprete junto à humanidade, transmitindo a todos Sua Última e Divina Vontade.
Com as próprias palavras, a Vidente resume a sua vida e o seu encontro com DEUS e a VIRGEM MARIA.
Em seu depoimento Júlia kim escreveu:
Quando recordo o passado, minha mente fica cheia de assombro e admiração por causa da Providência Divina.
Nasci em 3 de Março de 1947, em Naju, na Coréia do Sul. Até os quatro anos de idade vivia em perfeita e completa alegria com meus pais e familiares, até que os dias felizes terminaram quando começou a guerra coreana.
Foram mortos meu pai, meu avô e minha irmã mais jovem. Eu e minha mãe fomos as sobreviventes e tivemos que lutar ardorosamente contra a pobreza e as dificuldades de diversas naturezas, para sobrevivermos e cumprirmos a missão de nossa vida.
Em 1972 casei-me com Júlio Kim e de nosso casamento nasceram dois meninos e duas meninas. Tive que interromper meus estudos na escola secundária (ginasial), por causa da pobreza, embora gostasse de estudar e quisesse desenvolver-me aprendendo o que fosse possível.
Tive sérios problemas de saúde durante longos e penosos anos, inclusive com hemorragias que não cessavam, tendo sido submetida a uma quantidade interminável de exames, tratamentos e operações, sem qualquer êxito, e nos últimos tempos descobriram que havia câncer generalizado em meu corpo. Anunciaram inclusive, de modo formal e categórico, a minha condenação à morte.
Os recursos técnicos e a esperança dos especialistas haviam se esgotado. Entretanto, nasceu em mim uma misteriosa e impressionante força interior, primordialmente porque eu queria viver e também, não desejava desanimar minha mãe transmitindo-lhe notícias funestas, ela que nunca me abandonou e me auxiliava em tudo. Todavia a doença era muito forte e minava inteiramente o meu corpo. Em diversos lugares o tecido da pele começou a ficar insensível. Minha mãe e meu marido aplicavam massagens nos locais a fim de recuperar a sensibilidade. Melhorava, mas às vezes permanecia uma certa dormência. A pressão arterial sangüínea baixou a nível alarmante e por causa de problemas nas veias, não podia tomar injeções endovenosas ou qualquer estimulante alcoólico. Verdadeiramente minha vida apagava lentamente.
Muitas mulheres da Igreja presbiteriana local visitavam-me constantemente e me levavam para o templo a fim de rezar e depois, me traziam de volta, embora na realidade o que eu desejava mesmo era freqüentar a Igreja Católica. Certo dia, duas daquelas mulheres, depois que me dirigiram palavras consoladoras se despediram, disseram uma para a outra, do lado de fora de meu quarto:
"Coitada desta mulher, embora a vida seja uma coisa preciosa, a doença dela que não tem cura, está matando também a sua família".
Raciocinei:
"É verdade, porque não pensei nisto antes".
Preparei uma dose forte de cianureto de potássio e escrevi sete cartas: para mamãe, meu marido, as quatro crianças e para aquela que poderia ser a futura esposa de meu marido.
Pensava em meu saudoso pai, nos tempos de jovem, e como concretizar o meu sinistro plano, quando entrou em casa meu esposo, que tinha voltado mais cedo do trabalho e disse:
- "Mel! Alguma coisa interiormente quer que visitemos a Igreja Católica".
Naquele mesmo dia visitamos a Igreja em Naju.
Encontrando o senhor pároco, falei:
- "Padre, se realmente DEUS existe, posso também afirmar que ELE é cruel. Porque eu deveria beber este cálice tão amargo? O que fiz para merecer tudo isto"?
O sacerdote respondeu-me:
- "Minha filha, você está recebendo uma quantidade incomparável de graças em seu corpo. São graças repletas de sofrimentos e dores e por isso, muito especiais. Eu não recebi nem um pouquinho destas graças. Creia-me e pense nesta verdade que lhe digo".
Quando ouvi aquelas palavras, uma reflexão rápida silenciou meus lábios, enquanto minha face se compenetrava numa atitude de credibilidade.
Respondi com voz quase sumida:
- "Amém".
Até aquele momento, meu corpo estava frio e sem vida. De súbito, começou a esquentar, a circulação do sangue aumentou, as batidas do coração aceleraram e suei por todos os lados. O ESPÍRITO SANTO começava a trabalhar em mim.
Rezamos e depois nos despedimos do sacerdote, retornando ao lar. Mas também decidimos acolher a religião católica e com este objetivo, adquiri uma Bíblia, um livro de orações e uma imagem de NOSSA SENHORA na loja de artigos da Paróquia.
Em casa, coloquei a imagem encima de um móvel no quarto, ornei-a com uma rosa e acendi uma vela. Rezei e chorei, pedindo a maternal e carinhosa proteção da MÃE DE DEUS E NOSSA MÃE.
No terceiro dia, ouvi a Voz de JESUS:
"Leia a Bíblia, ela é Minha Palavra Viva".
Imediatamente abri a Sagrada Escritura e justamente no Evangelho de NOSSO SENHOR JESUS CRISTO escrito por São Lucas (Lc 8,40-48).
Ali ele descreve o fato acontecido com a mulher que possuía hemorragia durante 12 anos. Sua fé era tão grande que dizia, se tocasse de leve que fosse, na orla da veste de JESUS seria curada e isto de fato aconteceu, quando ela alcançou e tocou de leve na veste do SENHOR. Na Bíblia está escrito que JESUS lhe disse:
"Minha filha, tua fé te curou; vai em paz."(Lc 8,48).
Nos versículos seguintes há a história da filha de Jairo que estava morta. JESUS disse:
"Não temas; crê somente, e ela será curada." (Lc 8,50)
Jairo acreditou na Palavra do SENHOR e sua filha viveu novamente.
Meditando, compreendi que aquelas palavras também eram para mim, por isso, sozinha em meu quarto falei com convicção:
"SENHOR, eu creio. Meu DEUS, eu creio sinceramente".
Freqüentamos a Catequese Paroquial e estudamos (eu e meu marido) os fundamentos da doutrina, preparando-nos para recebermos o Sacramento do Batismo, o que aconteceu logo em poucas semanas.
Então o CRIADOR fez um grande milagre... Fui curada do câncer e de todos os males que infestavam o meu corpo. Fiquei tão feliz, que não sabia o que fazer para agradecer a DEUS. Estava repleta de satisfação e impressionada com a grandeza da bondade e compaixão do SENHOR. Tinha vontade de correr, de voar, de subir no monte mais alto, para ficar mais perto do CRIADOR e gritar, gritar, gritar sem parar, com todas as forças do meu pequeno e frágil coração, com todo o fervor e a ternura mais profunda da minha alma, um grito sonoro e repleto de imenso amor:
"Te amo meu DEUS, Te adoro meu querido PAI, luz da minha vida, meu amor e meu tudo".
Era o modo que meu pobre espírito imaginou para manifestar o meu sincero júbilo e meus agradecimentos ao nosso DEUS e a nossa MÃE SANTÍSSIMA.
Passei a freqüentar a Igreja Católica com assiduidade e interesse. Entrei na Legião de Maria, porque queria ficar mais perto do SENHOR e de nossa MÃE SANTÍSSIMA, exercitando um apostolado em honra e louvor de nosso DEUS e de NOSSA SENHORA.
Meu organismo estava perfeito e minha disposição para trabalhar era invejável. Montei um Salão de Beleza, a fim de colaborar na manutenção do lar. Minha existência ganhou vida nova e eu era outra pessoa cheia de alegria e ideais.
Início das manifestações sobrenaturais.
(As lágrimas de sangue da Virgem Santíssima, os estigmas da crucificação do senhor e o Milagre Eucarístico na comunhão.)
Desde então JESUS restabeleceu completamente a minha saúde e maravilhosamente em 30 de Junho de 1985, iniciaram as manifestações sobrenaturais.
Começou com as lágrimas da imagem de nossa MÃE SANTÍSSIMA, e logo em seguida as lágrimas de sangue, o derramamento de óleo perfumado que brotava do corpo da pequena imagem.
Depois o SENHOR me concedeu a graça de ter os terríveis sofrimentos e os estigmas da crucificação, nos pés e em minhas mãos, pela conversão dos pecadores e em reparação por causa dos abomináveis abortos e também em benefício das almas do purgatório para que subam para o Céu.
E a par com tudo isso, aqueles extraordinários e admiráveis Milagres Eucarísticos, que eu pobre criatura indigna, tenho tido a honra de mostrar em minha própria boca, o Mistério da Transubstanciação.
Mas pela Vontade Divina, em diversas vezes, que recebi a Sagrada Comunhão na Santa Missa, a Hóstia Consagrada sobre a minha língua se transformou "visivelmente" na Carne e no Sangue de nosso querido e adorado DEUS.
O SENHOR é minha luz e minha salvação. ELE é o próprio Amor que nasce e cresce em nossa vida. É um Amor bonito, doce e apaixonante, mas exige fidelidade e sacrifício.
Para se fazer o amor florir e ser bonito é preciso superar todas as dificuldades, enfrentar até o frio cortante do inverno, aceitando com resignação e coragem, as dores que nos visitam sem cessar, imitando os mártires, da mesma forma como eles ofertaram a própria vida para maior honra e glória do CRIADOR.
Por isso, quero ser a consoladora do SENHOR, aceito todas as dores e sacrifícios para amenizar as decepções e tristezas do Divino Coração, por causa das transgressões, das maldades e das indiferenças de nossos irmãos, que ainda não encontraram a Luz de DEUS.
"Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas se morre, (ele se transforma e) então produz muito fruto". (Jo 12,24)
As dores da crucificação são tão grandes que Julia as vezes desmaia.
- Júlia, Bispo Kim e Sacerdotes ao lado da Capela de Naju.
Frei Spies, diretor espiritual de Júlia, examina as chagas nas suas mãos.
As Lágrimas de sangue da Virgem Santíssima.
Em diversos lugares do mundo, imagens de NOSSA SENHORA choram!...Mas porque derramam lágrimas as imagens de nossa MÃE SANTÍSSIMA?
Somente para recordar, em Akita no Japão, em Outubro de 1973, além das mensagens e ensinamentos que a VIRGEM MARIA transmitiu a Irmã Agnes em benefício de todos nós, uma pequena imagem derramou copiosamente lágrimas de sangue; também a imagem de NOSSA SENHORA ROSA MÍSTICA na Itália, no ano de 1981 em diversas oportunidades chorou; e agora, é a imagem da VIRGEM MÃE SANTÍSSIMA em Naju, na Coréia do Sul...
E desta vez, para que ninguém colocasse dúvida imaginando tratar-se de uma trama, foi um acontecimento verdadeiramente surpreendente, porque durante mais de 700 dias a imagem chorou e derramou lágrimas de sangue, na presença de leigos, autoridades eclesiásticas, homens, mulheres, crianças e especialistas de todas as partes, que inclusive recolheram e examinaram o precioso líquido, constatando tratar-se de sangue humano.
De 30 de Junho de 1985 a Dezembro de 1992, o mundo teve tempo suficiente para comprovar que aquelas eram lágrimas verdadeiras que traduziam um sentimento de tristeza, por causa do comportamento inadequado e mesquinho da humanidade.
Mas porque afinal, nossa MÃE SANTÍSSIMA chora, derramando lágrimas até de sangue?
Frei Raymond Spies, diretor espiritual de Julia, com a imagem derramando lágrimas de sangue.
O SIGNIFICADO DAS LÁGRIMAS.
Verdadeiramente a humanidade não é aquela preciosidade idealizada pelo CRIADOR, as fraquezas dominam o coração das pessoas, fazendo com que em muitas oportunidades as criaturas cometam o mal que não querem praticar.
Entretanto, não é lícito simplesmente aceitar uma situação por mais difícil que seja, sem reagir, deixando que as coisas aconteçam, sem respeito aos princípios da moral, da família e da religião, sem que seja empreendida uma resistência firme e decidida.
As pessoas não podem e não devem permitir que fatos aconteçam por acomodação e conivência, visando ganhar vantagens ou consolidar posições. Estas são providências efêmeras, que podem satisfazer materialmente no momento, mas não trazem nenhuma paz interior e nenhum proveito para o espírito.
Sabemos, contudo, que não é tarefa fácil criar uma força contrária para combater o mal quando ele se avoluma e avassaladoramente incide sobre as almas, devastando e neutralizando o caráter e a fé, porque sendo uma potência invisível, para ser combatida eficazmente não requer somente a persistência e a perseverança das pessoas, mas exige, sobretudo, muita coragem, disposição e muita oração.
Somente o auxílio Divino poderá ajudar na conversão do coração, arrancando a pessoa do vicio, da decadência moral e da perdição. Por isso, é necessário rezar. É importante suplicar a imprescindível ajuda de DEUS, que por certo em todas as ocasiões jamais faltará, a todos que recorrem ao SENHOR, porque sem ele, ninguém conseguirá vencer as forças e as ciladas do mal.
Em Junho de 1987 a VIRGEM MARIA delicadamente explicou à Julia, os motivos de suas lágrimas:
"Minhas lágrimas, querida filha, são pelo constante fracasso da humanidade em não conseguir amar a DEUS como ELE merece e as pessoas, amarem-se mutuamente como ELE ensinou. Também por causa do execrável aborto que mata diariamente uma quantidade incontável de bebês, assassinando inocentes no útero das mães, por covardia, maldade e prazer satânico. Choro também, minha filha, pelas muitas almas que se recusam a se arrependerem de seus pecados, não se interessando em procurar um meio para a conversão e por isso, com o risco da condenação eterna. Por todos eles, derramo as minhas lágrimas suplicando à DEUS pela conversão de seus corações".
NOSSA SENHORA verdadeiramente é nossa MÃE e preciosa medianeira para todas as causas, Aquela que intercede junto a seu Divino FILHO JESUS e sempre consegue as graças que necessitamos para a nossa vida!
Dessa forma, reconhecendo os incontáveis benefícios que maternalmente Ela cumula a vida de todos nós, não é justo pensarmos numa maneira de procurarmos retribuir? Não é digno encontrarmos disposição e enchermos o nosso espírito de coragem, decididos a consolar o Seu Divino e IMACULADO CORAÇÃO, tão rico em bondade e ternura? Por certo, verdadeiramente Ela espera isto de todos nós.
Nossa resposta deve ser um esforço sincero e carinhoso, objetivando enxugar um pouco daquelas preciosas lágrimas que emanam do recanto mais profundo de Seu sagrado CORAÇÃO DE MÃE.
O ÓLEO PERFUMADO
Depois que a imagem cessou de derramar lágrimas, de seu pequenino corpo, principalmente da cabeça, entre os cabelos, sem que existisse qualquer orifício, brotou um precioso e atraente óleo perfumado, que impregnava toda a Capela de Naju, com um agradável e suave odor de rosas.
Este fenômeno aconteceu até Outubro de 1994. Durante aquele período e mesmo nos anos seguintes até meados de 1998, quando o povo acompanhava Júlia na reza do Terço, era comum sentir o mesmo perfume de rosas inundando completamente o recinto.
OS OBJETIVOS DE NOSSA MÃE:
Com esta intervenção sensacional e merecedora do maior respeito e veneração, a VIRGEM SANTÍSSIMA quer despertar a humanidade do torpor da indiferença, da descrença, do desvanecimento espiritual e da falta de sensibilidade pelas coisas do espírito, estimulando as pessoas a praticarem os ensinamentos do Evangelho e a revitalizarem a fé cristã tradicional.
Ela quer que comecemos a viver uma vida de orações, em humildade, com amor a DEUS e ao próximo, para podermos participar de uma nova era de harmonia e paz no Reino de CRISTO.
Nossa Senhora chora ... E nós, o que vamos fazer para amenizar estas preciosas lágrimas?
A VERDADE CRISTÃ.
O Novo Testamento ensina que DEUS se fez Homem e veio habitar entre nós, encarnando-se em JESUS CRISTO, Segunda Pessoa da SANTÍSSIMA TRINDADE.
Em nosso meio ELE cumpriu uma preciosa Missão de Amor, redimindo a humanidade perante o PAI ETERNO e deixando meios eficazes para sermos felizes aqui na Terra e alcançarmos a salvação eterna no Céu.
JESUS está presente nos Sacramentos e no Sacerdócio Eclesial, da mesma forma que está presente pela graça, em cada criatura que O segue. Escondido aos olhos do mundo, CRISTO verdadeiro DEUS e verdadeiro Homem, está presente no Sacramento da Eucaristia, em Corpo, Sangue, Alma e Divindade.
A simples partícula consagrada, oculta misteriosamente sua divindade, glória e poder. Por isso mesmo, ELE quer que nos aproximemos DELE por amor, sem qualquer interesse ou em busca de um benefício. ELE nos quer modestamente pobres em espírito e puros em intenções, sinceramente arrependidos de todas as culpas pelo Sacramento da Confissão, sobretudo conscientes de que na Sagrada Comunhão ELE está Realmente Presente e Se dá integralmente na menor porção da Eucaristia, DEUS Vivo e Verdadeiro, Sacramento de Vida e Amor.
Segundo a Sagrada Escritura:
" Perguntaram-lhe: que faremos para praticar as obras de Deus? Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é esta: que creiais naquele que ele enviou. Perguntaram eles: Que milagre fazes tu, para que o vejamos e creiamos em ti? Qual é tua obra? Nossos pais comeram o maná no deserto, segundo o que está escrito: Deu-lhes de comer o pão vindo do céu (Sal 77,24). Jesus respondeu-lhes: Em verdade, em verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu, mas o meu Pai é quem vos dá o verdadeiro pão do céu; porque o pão de Deus é o pão que desce do céu e dá vida ao mundo. Disseram-lhe: Senhor, dá-nos sempre deste pão!
Jesus replicou: Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede. Mas já vos disse: Vós me vedes e não credes... Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim não o lançarei fora. Pois desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. Ora, esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não deixe perecer nenhum daqueles que me deu, mas que os ressuscite no último dia. Esta é a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.
Murmuravam então dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu. E perguntavam: Porventura não é ele Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe conhecemos? Como, pois, diz ele: Desci do céu? Respondeu-lhes Jesus: Não murmureis entre vós. Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu hei de ressuscitá-lo no último dia. Está escrito nos profetas: Todos serão ensinados por Deus (Is 54,13). Assim, todo aquele que ouviu o Pai e foi por ele instruído vem a mim. Não que alguém tenha visto o Pai, pois só aquele que vem de Deus, esse é que viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram. Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer. Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.
A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: Como pode esse homem dar-nos de comer sua carne? Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira uma comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida. Quem come minha carne e bebe meu sangue permanece em mim e eu nele. Assim como o Pai que me enviou vive, e eu vivo pelo Pai, assim também aquele que comer a minha carne viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu. Não como o maná que vossos pais comeram e morreram. Quem come deste pão viverá eternamente.
Tal foi o ensinamento de Jesus na sinagoga de Cafarnaum. (Jo 6, 28-60)
A INCREDULIDADE.
Perguntaram eles: Que milagre fazes tu, para que o vejamos e creiamos em ti? (Jo 6, 30).
É o maior milagre que acontece diariamente sobre o altar em cada Santa Missa através do sacerdócio ministerial ordenado. Pelas palavras do Sacerdote ocorre a TRANSUBSTANCIAÇÃO de maneira invisível, o pão e o Vinho ofertados, são transformados pelo ESPÍRITO SANTO, na Carne e no Sangue Vivo de JESUS, embora permaneçam as aparências exteriores de pão e vinho.
É o verdadeiro sacrifício do calvário de JESUS que é renovado em cada Santa Missa. A vítima que é oferecida ao Pai; em reparação de nossos pecados.
Dessa forma Deus está materialmente visível no meio de nós.
Infelizmente há muitas pessoas que não crêem, não aceitam e não tem o menor respeito por esta verdade, interpretando a expressão "banquete eucarístico" ao pé da letra, ou seja, como se fosse apenas uma refeição, uma lembrança da última Ceia que o SENHOR fez com os Apóstolos em Jerusalém.
Dessa forma, eles consideram a Sagrada Comunhão como um simples "símbolo" de JESUS, um acontecimento do passado e não como a Sua Presença Real e Verdadeira.
Assim o corpo de Jesus continua sendo profanado, judiado , maltratado de inúmeras formas através das comunhões sacrílegas, dos fragmentos que ficam nas mãos ou que caem no chão e é pisoteado por muitos.
Porque será que a Mãe de Jesus e nossa mãe chora tanto vendo todos esses horrores de seus filhos ingratos para com seu Criador?
Qual não será a ira de nosso Deus quando aparecer nas nuvens do céu revestido em sua glória?
Mudemos enquanto é tempo!!!
Assim não acreditando, embora sendo criaturas como nós, filhos do Mesmo CRIADOR, fazem a sua própria escolha, e, por conseguinte, estão sujeitos as conseqüências desastrosas de uma opção errada e infeliz.
DEUS Todo-Poderoso derrama sem interrupções, independentemente de qualquer merecimento da humanidade, um imenso manancial de graças sobre as pessoas de todas as gerações. Na sua infinita bondade de PAI não faz distinções e nem discriminações entre os bons e os maus, suas graças são para todos. As criaturas com sua liberdade de escolha, é que vai acatar e acolher ou não, os "bens Divinos" que nos são proporcionados.
Poderíamos comparar dizendo que, a vontade das pessoas para a recepção das graças, funciona como se fosse uma válvula: existem aqueles que abrem o coração para recebê-las e os que se mantém fechados aos incontáveis benefícios de DEUS. Também entre os que se abrem, há neles um variado grau de intensidade amorosa na solicitação e recepção das graças.
Existem aqueles que se abrem mais, são disponíveis, são receptivos, fervorosos, sinceros e fiéis, procuram ser mais competentes e caprichosos, mas há também aqueles que se abrem menos, não são tão pontuais, não possuem uma sólida perseverança, são secos, impacientes no tratamento com as coisas sagradas e pouco disponíveis no relacionamento com NOSSO SENHOR.
O Amor de DEUS é igual para todos os seres humanos, nós é que o acolhemos em diferentes grandezas, em virtude da desigual maneira que cada pessoa se apresenta para recebê-lo.
A PROVA DEFINITIVA.
O CRIADOR quis provar ao mundo através de Júlia Kim, que a Eucaristia é o fundamento da união dos cristãos entre si e com DEUS. Porque esta EUCARISTIA é o próprio DEUS.
O PAI ETERNO por meio da Vidente demonstra de maneira viva e inquestionável, que na Santa Missa, acontece verdadeiramente o fenômeno da "Transubstanciação”, ou seja, as espécies de pão e vinho são transformadas pelo ESPÍRITO SANTO em Corpo, Sangue, Alma e Divindade do SENHOR, permanecendo contudo, a aparência das mesmas espécies de pão e vinho.
De modo maravilhoso, para provar esta Verdade, o CRIADOR providenciou notáveis Milagres Eucarísticos.
Em Naju, durante a Santa Missa, em várias oportunidades, no momento da Comunhão, a Hóstia Consagrada colocada sobre a língua da vidente Julia Kim, se transforma de modo visível e impressionante na Carne e no Sangue do SENHOR, deixando perplexas e repletas de admiração pessoas do mundo inteiro.
Leigos e autoridades religiosas que presenciaram o fenômeno, ficaram enlevadas e extasiadas diante da grandeza do evento e do extraordinário e sobrenatural empenho Divino para provar a Presença Real de JESUS CRISTO na SAGRADA EUCARISTIA.
FREQÜÊNCIA DA MANIFESTAÇÃO.
Os Milagres Eucarísticos repetiram-se por mais de 20 vezes, em locais diferentes, até no Vaticano, sempre causando espanto e emoção, pela grandeza e absoluta clareza com que ocorrem.
Além destes milagres, outras manifestações sobrenaturais tem acontecido por meio de Júlia Kim, sempre colocando em evidência a Partícula Sagrada da Comunhão.
É assim, que a vidente recolhendo água numa Fonte abençoada pelo SENHOR, próxima a Capela, no fundo do recipiente apareceu por mais de uma vez a imagem de uma Hóstia.
Sobre o telhado da Capela, foi visto também em diversas oportunidades, projetada pela luz do sol, a imagem de um Cálice e de uma Hóstia. Inclusive existem fotografias e filmes sobre estes fenômenos.
SÉTIMO MILAGRE.
Aconteceu numa circunstância tal, que a Igreja Católica no mundo inteiro tomou conhecimento do fato.
Estava presente o Núncio Apostólico da Santa Sé. O Arcebispo do Vaticano informou ao Diretor espiritual da vidente Frei Raymond Spies e as demais autoridades presentes, que não estava ali na Capela como um simples peregrino, mas que veio como um representante oficial, na celebração eucarística do dia 24 de Novembro de 1994, comemorativa do 2º Aniversário do derramamento de óleo perfumado pela imagem de NOSSA SENHORA.
Na presença do Núncio Apostólico, todos rezavam enquanto nossa MÃE SANTÍSSIMA apareceu e instruía Júlia, como prelúdio do admirável milagre que ia acontecer.
Primeiro NOSSA SENHORA pediu-lhe que recebesse a benção do Arcebispo e de Frei Spies. Depois Ela introduziu o Arcanjo São Miguel que entregou uma Hóstia Consagrada à Júlia, a fim de que ela a conduzisse aos dois prelados.
A Hóstia que o Arcanjo trouxe era do tamanho grande, semelhante àquelas que os sacerdotes utilizam nas celebrações das Santas Missas.
São Miguel não era visível às pessoas na Capela, somente era visto pela vidente que acompanhava todos os seus movimentos. Entretanto, as pessoas puderam ver a Sagrada Partícula aparecer de repente entre os dedos de Júlia. Na Hóstia estava a imagem de uma Cruz entre duas letras: "A” (de Alfa) e "W" (de Ômega), da mesma maneira como apareceu numa fotografia de outro milagre proporcionado por NOSSA SENHORA em 27 de Junho de 1993.
No caso atual a Hóstia já estava quebrada em duas partes, quando Julia a recebeu, por essa razão ficou com uma metade na mão direita e a outra, na mão esquerda. De súbito, ela caiu ao chão pela força de uma poderosa luz vinda de cima.
Contudo, não soltou as Partículas, manteve os dois pedaços da Hóstia Consagrada nas mãos. A seguir, cuidadosamente levantou-se e deu uma metade ao Núncio Apostólico e a outra, a Frei Spies. Os prelados comungaram com um dos pedaços e o outro, foi repartido em pequenas porções, a fim de ceder Comunhão às pessoas que estavam perplexas, em completo assombro e temor, em face da grandeza daquele acontecimento.
E muito embora fosse apenas à metade de uma Hóstia grande, todas as pessoas na Capela, aproximadamente 70, receberam a Comunhão. Admirados, muitos testemunharam que simplesmente era uma experiência que desafiava a compreensão humana, mas que fazia lembrar a passagem evangélica da multiplicação dos pães. (Mt 14,13-21).
No momento em que Júlia recebeu o pequeno pedaço da Hóstia Consagrada sobre a língua, surpreendentemente a Partícula cresceu e atingiu o tamanho de uma Hóstia pequena perfeitamente normal. O Núncio Apostólico observando o fenômeno, respeitosamente retirou-a e mostrou ao povo. Junto com Frei Spies a colocou numa Teca, guardando-a cuidadosamente como testemunho daquela singular manifestação sobrenatural. Esta Hóstia está no Ostensório menor, fotografia abaixo.
Na continuidade, NOSSA SENHORA contou à vidente, que aquela Hóstia Consagrada trazida pelo Arcanjo, era para ser consumida por um padre, mas São Miguel não permitiu e a trouxe para a Capela, porque o padre estava em "estado de pecado" e JESUS não podia viver nele.
Esta realidade traz presente uma conclusão muito séria: na Santa Missa, quando as pessoas em estado de pecado insistem em receber a Sagrada Comunhão, entrando na fila, na verdade não recebem o SENHOR, mas comungam somente "trigo e água" e a própria condenação.
Júlia desejava voltar para casa, a fim de escrever as mensagens de NOSSA SENHORA e entregá-las ao senhor Arcebispo.
Contudo, ao sair da Capela, como caminhava com dificuldade por causa das contínuas dores da crucificação que recebia em seu corpo, nossa MÃE SANTÍSSIMA chamou-a novamente. Ela atendendo a solicitação, veio para junto da imagem da VIRGEM MARIA e a pedido DELA, segurou nas mãos do Núncio e de Frei Spies num gesto fraterno de penitência.
Depois NOSSA SENHORA perguntou-lhe se queria receber a Sagrada Comunhão pela segunda vez. Desta vez o Arcanjo trouxe uma Hóstia menor, igual àquelas que os fiéis recebem nas Santas Missas e ministrou a comunhão à vidente. Contudo, ao receber a Sagrada Hóstia em sua língua, normalmente na posição horizontal, ao invés da Partícula permanecer deitada, assumiu a posição vertical, sem que existisse algo para ampará-la. O Arcebispo vendo este outro fenômeno, o inesperado surgimento de uma Partícula sobre a língua da Vidente em posição vertical, em perfeito equilíbrio, retirou-a imediatamente e mostrou as pessoas que não se arredavam da Capela.
Mais fotografias foram feitas para registrar o notável acontecimento. Em seguida, o Núncio entregou esta outra Hóstia à Frei Spies que a colocou na mesma Teca onde estava a outra, levando-as para a sua residência, enquanto o povo silenciosamente voltava a seus lares. Esta Partícula também está no Ostensório menor, foto abaixo.
O Núncio Apostólico estava pasmo e impressionado com todos aqueles acontecimentos. Na verdade ele ficou tão emocionado, que não conseguiu dormir durante três noites seguidas, pensando e recordando aqueles fatos extraordinários e sobrenaturais.
Na seqüência dos dias, examinou com a maior atenção, todas aquelas ocorrências em Naju, desde o início em 1985 até aquela data. Preparou um dossiê e nele registrou com detalhes, os diversos fatos.
A par com esta providência, o Arcebispo Victorinus Yoon da Arquidiocese de Kwangju, que abrange a Paróquia de Naju, formou um comitê para montar um processo de investigação, a fim de apurar e documentar os acontecimentos, como parte inicial do processo canônico.
O Núncio Apóstolico examina a Hóstia retirada da boca de Júlia. - Ostensório menor com as Hóstias.
8º, 9º E 10º MILAGRES EUCARÍSTICOS.
Nos dias 30 de Junho, 1o e dia 2 de Julho de 1995 também ocorreram em Naju admiráveis milagres. Milhares de peregrinos lotavam a Igreja Paroquial, para comemorar o 10º Aniversário do derramamento de lágrimas pela imagem de NOSSA SENHORA.
A Santa Missa foi celebrada à noite de 30 de Junho e concelebrada por oito sacerdotes. A vidente estava sentada na parte de trás da Igreja e foi à última a comungar.
De repente, no instante da comunhão, as pessoas ao redor notaram nitidamente que a Hóstia Sagrada na sua língua se transformou num pedaço de carne coberto de sangue do SENHOR JESUS.
Chocados e repletos de emoção, muitos choraram, diante da realidade de ver bem a sua frente, a carne viva do próprio DEUS. Os padres e as pessoas que estavam nas proximidades testemunharam o notável fenômeno.
Terminada a Santa Missa, os peregrinos acompanharam a vidente até a Capela, onde se encontrava a imagem, para o serviço noturno de orações em continuidade as comemorações. Com o recinto completamente ocupado por fiéis entusiasmados que rezavam e cantavam hinos em louvor a VIRGEM MARIA, iniciou-se a cerimônia.
No meio das orações Júlia começou a sentir terríveis dores na região do abdômen, em reparação pelos abortos que assassinam tantos inocentes. Uma cena impressionante retratando fielmente a desesperada resistência da criança que não quer sair do útero de sua mãe que deseja abortá-la, e pela boca da vidente, a criança manifesta todo o seu pavor pela morte que se aproxima e grita: "Não mamãe, não mãezinha, não me mate". Frei Francis Su, da Malásia, convidou todos a se ajoelharem e rezarem pela conversão das pessoas que são responsáveis pelo impiedoso assassínio de bebes. O povo emocionado chorava e cantava, rezando com muita fé, agradecendo a DEUS aquela experiência mística maravilhosa.
Eram 3 horas e 45 minutos da madrugada do dia 1º de julho e toda assembléia em silêncio ouvia o relato traduzido para o inglês, das últimas mensagens de nossa MÃE SANTÍSSIMA.
Subitamente, Júlia que estava na primeira fila ao lado de Frei Su, Frei Pete Marcial e outros, levantou-se rapidamente e projetou-se para frente em direção a imagem, estendendo vigorosamente as mãos, como se quisesse segurar algo que ninguém via.
Aconteceu que enquanto todos ouviam a leitura das mensagens que ela mesmo recebera de NOSSA SENHORA, Julia viu a imagem de JESUS Crucificado que está na parede da Capela, acima de onde se encontra a imagem da VIRGEM MARIA, ganhar vida.
O SENHOR estava com a face repleta de sofrimento... O sangue Divino saía em quantidade de sete feridas: daquelas feitas pelos cravos nos pés e nas mãos, pela lança do centurião no flanco direito entre a 5ª e a 6ª costela, pelo sangramento na testa causado pela Coroa de Espinhos, e pela chaga do Sagrado Coração de JESUS Crucificado.
Logo, nas mencionadas sete chagas, o precioso sangue se transformou em círculos brancos e em seguida, em puríssimas Hóstias Sagradas. Algumas pessoas na Capela disseram que viram uma luz brilhante, como se fosse uma rápida faísca sair do crucifixo. Outras pessoas ouviram um ruído semelhante à queda de granizo.
As Hóstia Sagradas desprenderam-se das chagas de JESUS e começaram a cair. Foi justamente neste momento que Júlia se lançou para frente, estirando decididamente as mãos para pegá-las, a fim de não deixá-las cair no chão.
Porém as Hóstias graciosamente evitaram as mãos da Vidente e se acomodaram sobre o altar, aos pés da imagem da VIRGEM MARIA, na presença de toda assembléia estupefata, que as viram surgir todas de uma vez sobre o Altar (As fotografias que apresentamos acima foram feitas naquele exato momento).
No instante em que as sete partículas tocaram o altar, foi também o momento em que algumas pessoas ouviram o barulho como se fosse de uma chuva de granizo.
Lembraram-se que em 24 de Novembro de 1994 nossa MÃE SANTÍSSIMA tinha pedido que colocassem um Sacrário na Capela, ao lado de sua imagem. Parecia claro que aquelas sete Hóstias Sagradas que acabavam de chegar, deveriam instalar-se lá dentro, no interior de um Cibório.
Este milagre foi levado ao conhecimento do senhor Arcebispo Diocesano no mesmo dia. Contudo, ele instruiu Júlia e os outros, para consumirem as Hóstias Sagradas e que não as deixassem guardadas no Tabernáculo. Em obediência selecionaram sete pessoas para recebê-las: dois padres e cinco leigos, entre eles estava a vidente.
No dia seguinte, 2 de Julho, os escolhidos comungaram. Assim que ela recebeu a Sagrada Eucaristia o milagre se repetiu, a Hóstia transformou-se em carne coberta de sangue, sobre a sua língua.
Na realidade ninguém esperava outro milagre, lembrando que menos de 48 horas passadas, havia acontecido um na Igreja Paroquial. Mas ficou claro que nossa MÃE SANTÍSSIMA estava tão ansiosa para restabelecer uma fervorosa devoção a Eucaristia, que enviou outro sinal surpreendente. O fenômeno aconteceu assim:
A Capela, estava repleta de pessoas com muita fé, que rezavam e se mantinham ansiosas na expectativa de que algum fato novo pudesse acontecer ao mesmo tempo em que sensibilizadas, agradeciam ao SENHOR DEUS por todos os ensinamentos e demonstrações de amor que vinham ocorrendo.
Júlia foi instruída pelo padre celebrante da Santa Missa, que por ordem do senhor Arcebispo da Arquidiocese, se acontecesse outra vez o Milagre, ela deveria ingerir imediatamente a Hóstia transformada em Corpo e Sangue Vivo do SENHOR. Entretanto, sem querer desobedecer à decisão superior, diante do impressionante milagre que se repetiu logo a seguir, para júbilo e comoção de todos, Frei Su e Frei Marcial que estavam atentos aos acontecimentos, conclamaram o povo a rezar fervorosamente diante do DEUS Vivo suplicando a misericórdia Divina por causa dos muitos pecados do mundo. E todos numa admirável postura de adoração, rezaram e louvaram o PAI ETERNO por aquele magnífico e inigualável sinal, enquanto Júlia permanecia com a boca aberta mostrando o SENHOR, que era filmado e fotografado pelas pessoas.
E para que não houvesse dúvida, os dois padres imergiram o dedo no Sangue Precioso sob a língua da vidente e mostraram a todos na Capela. Era mais uma prova indiscutível e definitiva do fenômeno que acabava de ocorrer. Depois enxugaram os dedos num "Corporal", (pequeno tecido retangular de linho) não só uma vez, mas repetiram este gesto diversas vezes, até que o tecido ficou sensivelmente marcado pelo Sangue de JESUS.
Foi guardado zelosamente como mais um testemunho daquelas notáveis manifestações sobrenaturais (a fotografia abaixo registra o procedimento dos sacerdotes molhando o dedo no Sangue do SENHOR).
Até hoje o Corporal é preservado em Naju. Frei Marcial, com o mesmo dedo que imergiu no Sagrado Sangue, tocou a face de um bebê de seis (6) meses que estava com uma enfermidade terrível que o condenava à morte. A criança ficou completamente curada.
Quando o CRIADOR nos dá sinais especiais, ELE faz, não para satisfazer a nossa curiosidade, mas com um propósito Divino, parte do Plano de Salvação da humanidade.
Estes sinais na Coréia são extremamente importantes, muito além de nossa capacidade de percepção. Por isso também, quando o SENHOR nos dá sinais, devemos refletir profundamente sobre eles e procurar compreender, sobretudo, que ELE espera uma resposta formal de cada um de seus filhos.
Por isso, é tempo de meditarmos sobre estes recentes sinais do Céu e procurarmos extrair deles, todos os benefícios para a nossa alma e nossa vida.
12º Milagre Eucarístico.
Aconteceu no Vaticano. Em 31 de Outubro de 1995, Júlia em companhia de Monsenhor Nam Ik Paik, Júlio seu esposo, Rosa sua filha e Raphael Son um seminarista, participaram de uma Santa Missa celebrada pelo Papa João Paulo II.
Havia também diversas autoridades e pessoas da França que foram convidadas. Durante a Santa Missa, a vidente e seus companheiros foram autorizados a cantar hinos em coreano.
No momento da comunhão quando o Santo Padre ministrou a Sagrada Comunhão à Julia, aconteceu outra vez o Milagre Eucarístico, a Partícula Consagrada na língua da vidente, se transformou em Carne e Sangue do SENHOR.
Este milagre foi acompanhado minuciosamente por Monsenhor Paik que estava ao lado dela. Ele testemunhou que a Hóstia encima da língua de Júlia ao se transformar em carne coberta de sangue, ficou um pouco maior e tomou a forma de um coração. Segundo a palavra do Monsenhor, este fenômeno foi igual ao acontecido no 11º Milagre Eucarístico em Naju, em 22 de Setembro de 1995, durante uma Santa Missa celebrada numa montanha próxima a cidade, pelo Bispo Dom Roman Danylak de Toronto, Canadá e concelebrada por dois outros sacerdotes.
Terminada a Santa Missa, imediatamente Sua Santidade aproximou-se da vidente e testemunhou o milagre. Deu-lhe a benção e um Rosário de presente.
13º Milagre Eucarístico.
Ocorreu na Capela de Naju, no dia da comemoração do 11º Aniversário do derramamento de lágrimas pela imagem de NOSSA SENHORA.
Aproximadamente às 3 horas da madrugada do dia 1º de Julho de 1996, Júlia viu o Precioso Sangue fluir das sete Chagas de JESUS no Crucifixo fixado na parede, acima da imagem da VIRGEM MARIA, como no ano anterior.
O Sangue logo se transformou em Hóstias Sagradas envolvidas por uma luz brilhante. A luz ficou mais forte e começou a brilhar em todos aqueles que estavam presentes na Capela, assim como nas pessoas que estavam do lado de fora.
Então um feixe de luz muito poderosa irradiou do Crucifixo e alcançou a vidente, que deu um forte grito e caiu ao chão por causa de extremas dores em sete lugares de seu corpo: na cabeça, em ambas as mãos, nos pés, no lado e no meio do peito encima do coração, ou seja, nos mesmos locais das chagas de JESUS.
Ainda estava com a boca aberta após o grito de dor, quando as Hóstias Sagradas se desprenderam do Crucifixo e entraram suavemente em sua boca (a fotografia acima à direita, foi feita no exato momento). Frei Francis Su, dois outros sacerdotes e as pessoas que se encontravam ao redor da vidente, viram as Hóstias Sagradas se acomodarem na boca de Júlia Kim.
Depois das 12 horas e 30 minutos do dia 1º de Julho de 1996, novamente ela teve as fortes dores da crucificação e começou a sangrar nas palmas das duas mãos. Frei Raymond Spies, Frei Francis e algumas pessoas, testemunharam o acontecimento.
Aproximadamente às 13 horas do dia seguinte, 2 de Julho de 1996, Frei Spies, a vidente e outras pessoas, rezavam diante da imagem de nossa MÃE SANTÍSSIMA na Capela, quando de repente, ela gritou forte e caiu ao chão. Acabara de receber um poderoso feixe de luz do Crucifixo e sofreu as mesmas dores da crucificação em sete partes do corpo, como no dia anterior, sangrando nas palmas das duas mãos. Colocaram luvas para esconder as chagas e a hemorragia, mas as luvas ficaram molhadas com sangue.
Por recomendação de seu diretor espiritual, às 16 horas deste mesmo dia, Júlia visitou dois hospitais em Kwangju a fim de mostrar os ferimentos nas palmas das mãos. Os doutores examinaram as chagas e a hemorragia, emitindo declarações por escrito, dizendo que elas tinham origem desconhecida e por isso, não podiam ser explicadas como provenientes de qualquer causa natural. No dia seguinte, o sangramento cessou e as chagas desapareceram.
Detalhe de uma das Hóstias que desceram das Chagas de JESUS. - Frei Spies levanta uma Hóstia diante da imagem de NOSSA SENHORA. A foto mostra também o Crucifixo encima, de onde vieram todas as Hóstias das Chagas do SENHOR.
Sua Santidade o Papa João Paulo II, após a celebração da Santa Missa, na Capela do Vaticano testemunha a Sagrada Comunhão transformada em Corpo e Sangue do SENHOR JESUS, sobre a língua da vidente Júlia Kim.
O Crucifixo de JESUS na capela de onde apareceu o milagre das Hóstias grandes.
OUTRAS MANIFESTAÇÕES SOBRENATURAIS.
Além dos milagres Eucarísticos, ocorrem outras manifestações:
- Fenômenos solares.
- Percebe-se um agradável perfume de rosas sempre que Júlia segura um Rosário. Também em algumas ocasiões especiais, a Capela é invadida por um delicioso odor de rosas, deixando-a completamente perfumada.
- Tem-se observado um admirável poder intercessor de cura na Vidente.
Pessoas com sérios problemas de saúde a tem procurado. Ela reza e suplica à NOSSA SENHORA Sua maternal e poderosa intercessão junto a DEUS, a fim de que aconteça a cura.
Muitos pedidos tem sido aceitos, verificando-se o extraordinário restabelecimento da saúde das pessoas. Este fato vem testemunhar, a ocorrência de verdadeiros milagres feitos pelo SENHOR, através da intercessão de NOSSA SENHORA por solicitação de Júlia.
- E também, tem acontecido curas excepcionais feitas por JESUS, de pessoas com doenças problemáticas, que rezaram na Capela, suplicaram a intercessão de NOSSA SENHORA e tomaram aquela água da Fonte próxima a Capela, que foi abençoada por NOSSO SENHOR.
AS MENSAGENS.
Nossa MÃE SANTÍSSIMA deixou muitas palavras e recomendações.
São preocupações de uma MÃE carinhosa que deseja o bem-estar de todos os seus filhos. Por isso, maternalmente suplica, que apesar da modernidade, das mudanças e transformações dos costumes da humanidade, quer que todos exercitem com freqüência o Sacramento da Reconciliação, procurando uma Igreja e confessando as suas culpas com um sacerdote, a fim de poderem receber também com freqüência e com dignidade, a Sagrada Eucaristia, Sacramento do Amor de DEUS.
Este procedimento é fundamental para o estabelecimento de uma amizade firme e permanente com o SENHOR, impulsionando concretamente os passos de sua vida em direção ao CRIADOR. Por isso mesmo, NOSSA SENHORA realça a necessidade da conversão do coração e faz outras solicitações:
> Procurem fazer com que a família seja unida, rezando e suplicando a Luz de DEUS para superar as desavenças e incompreensões do cotidiano.
> Parem com a matança de inocentes, cessando e impedindo que aconteçam os terríveis Abortos.
> As pessoas devem procurar rezar com freqüência, por suas necessidades, pelo Papa e pela paz no mundo.
> Devem rezar também pelos sacerdotes e tratá-los com respeito e seriedade.
> As pessoas devem viver uma vida de trabalho sério e responsável, sobretudo, se consagrando a DEUS, colocando sempre o SENHOR em primeiro lugar, mantendo-se unido a ELE no labor, na família e no lazer.
> Rezar pela conversão dos pecadores e participar com Ela, através dos sofrimentos de cada dia, no processo de remissão dos pecados da humanidade.
> Ela suplica: Coloquem em prática as Minhas Mensagens e as divulguem para o mundo inteiro.
> Rezem, rezem, rezem. Rezem sempre com o coração.
